Amor se faz como dia e a noite
A lua dorme enquanto o sol acorda
Amor maior sempre à meia noite
Momento sublime, o sol transborda
Os beijos cálidos, a luz da lua
A pele excede sobre os lençois
Não ouço barulhos vindos da lua
Só ouço o cantar de nossos sóis
À luz da lua, ao som do sol
Ouvi poesia de vossos lábios
Ouvi magia de lua e sol
Cravados em mim, em baixo relevo
A marca do tempo em que era lua
Cravado em mim, em alto relevo
A marca no coração
Deixada por suas mãos
A bagunça dos lençóis
A quentura de nós dois, nossos sóis!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Azar no Jogo
Apaguei a vela ( deixada por romance)
A luz já não havia
Só a quentura dos braços e abraços
Só a ternura dos corações colados
Sorri no escuro
Também a senti sorrir
Nossas gargalhadas eram mudas
As quatro estações estavam ali
Tão bem me sentia
Tanto sentimento não cabia
Amor é sorte, não um dom
Um jogo é dom, e não a sorte
Sorte no amor, azar no jogo
Sou o maior perdedor de jogos.
A luz já não havia
Só a quentura dos braços e abraços
Só a ternura dos corações colados
Sorri no escuro
Também a senti sorrir
Nossas gargalhadas eram mudas
As quatro estações estavam ali
Tão bem me sentia
Tanto sentimento não cabia
Amor é sorte, não um dom
Um jogo é dom, e não a sorte
Sorte no amor, azar no jogo
Sou o maior perdedor de jogos.
domingo, 15 de novembro de 2009
Manhãs de Domingo
Adoro você acordando
Na luz do amanhacer
Quando o tremulo olhar
Lentamente se faz
Em minha direção
Assim acontece o amor
Na luz do amanhacer
Quando o tremulo olhar
Lentamente se faz
Em minha direção
Assim acontece o amor
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Lápide de Porcelana
Ao mesmo tempo
Forte e frágil
A lápide deste morto
A lápide desde morto
Que sustentou toda sua vida
Lutando contra a mesma
E agora é apenas uma lápide
Fragil como a porcelana
Sua imagem pode ser heroica
Solene
Depravada ou odiada
Mas nada mais importa
A única coisa que resta
E deve ser lembrada
É a lápide de porcelana
Que é sempre diferente
A cada ano
Garotos vem e quebram todo natal
Deixam os cacos no chão e gritam com medo de cortarem-se
Mamãe vem arrumar a sujeira
E pensa: Tenho que comprar mais um porta retrato
Forte e frágil
A lápide deste morto
A lápide desde morto
Que sustentou toda sua vida
Lutando contra a mesma
E agora é apenas uma lápide
Fragil como a porcelana
Sua imagem pode ser heroica
Solene
Depravada ou odiada
Mas nada mais importa
A única coisa que resta
E deve ser lembrada
É a lápide de porcelana
Que é sempre diferente
A cada ano
Garotos vem e quebram todo natal
Deixam os cacos no chão e gritam com medo de cortarem-se
Mamãe vem arrumar a sujeira
E pensa: Tenho que comprar mais um porta retrato
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Lua de Mel de Julieta
Nunca quis tanto algo
Como quero agora
Teu corpo colado ao meu
Só nosso momento
E gostaria de sussurrar em seu ouvido
Palavras que só Julieta ouviria em sua lua de mel
Em que um belo romeu lhe entrega uma rosa
Formosa
E nesse momento nosso amor eclodiu
Explodiu
Expeliu palavras cor de amor
Como quero agora
Teu corpo colado ao meu
Só nosso momento
E gostaria de sussurrar em seu ouvido
Palavras que só Julieta ouviria em sua lua de mel
Em que um belo romeu lhe entrega uma rosa
Formosa
E nesse momento nosso amor eclodiu
Explodiu
Expeliu palavras cor de amor
sábado, 31 de outubro de 2009
Um Amor Fora dos Padrões
Nosso amor é simples
Inocente aos olhos de quem olha
Nosso clima é de crepúsculo
Sob uma colina nos campos
Enquanto nosso beijo é banhado pelo sol
E nosso sol é banhado por nós dois
Nosso toque é gentil
Explosivamente sutil
Imperceptivel ao olhar
Perceptivel ao coração
Meu amor não gargalha
Meu amor não chora
Meu amor se da por feliz a todo instante
Meu amor se da para você a todo instante
Nosso amor é simples
Inocente até ao meu olhar
Nosso amor é puro
Como as águas de um rio que corre ao mar
Nossa vida é ágil
Nosso tempo é curto
Nossos sonhos tantos
Nosso amor profundo
Nosso amor é simples
E por isso nosso amor é fora dos padrões
Inocente aos olhos de quem olha
Nosso clima é de crepúsculo
Sob uma colina nos campos
Enquanto nosso beijo é banhado pelo sol
E nosso sol é banhado por nós dois
Nosso toque é gentil
Explosivamente sutil
Imperceptivel ao olhar
Perceptivel ao coração
Meu amor não gargalha
Meu amor não chora
Meu amor se da por feliz a todo instante
Meu amor se da para você a todo instante
Nosso amor é simples
Inocente até ao meu olhar
Nosso amor é puro
Como as águas de um rio que corre ao mar
Nossa vida é ágil
Nosso tempo é curto
Nossos sonhos tantos
Nosso amor profundo
Nosso amor é simples
E por isso nosso amor é fora dos padrões
sábado, 10 de outubro de 2009
Perdi a Conta
Eu simplismente me esqueci de quem foi Platão
Fernando Pessoa
Pelé ou Derci Gonsálves
Eu simplismente me esqueci quem era eu
Ou quem era você
Acho que nesse dia
Eramos dois em um
Um por dois
Os dois o mesmo eu
E eu queria que sempre fossemos nós dois
Fernando Pessoa
Pelé ou Derci Gonsálves
Eu simplismente me esqueci quem era eu
Ou quem era você
Acho que nesse dia
Eramos dois em um
Um por dois
Os dois o mesmo eu
E eu queria que sempre fossemos nós dois
Tirando o Atraso
To a muito tempo sem fazer
To ancioso
To ficando louco
To na vontade mas não consigo
Insisti de várias maneiras
Com várias ideias
Nenhuma rendeu
Não que me fizesse chegar ao extremo
Mas agora eu consigo
Agora eu consigo tirar o atraso
E escrever os poemas que estavam entalados no meu coração
Só esperando um alguem para decifrá-los
To ancioso
To ficando louco
To na vontade mas não consigo
Insisti de várias maneiras
Com várias ideias
Nenhuma rendeu
Não que me fizesse chegar ao extremo
Mas agora eu consigo
Agora eu consigo tirar o atraso
E escrever os poemas que estavam entalados no meu coração
Só esperando um alguem para decifrá-los
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Hoje a Noite TEM Luar
Te quero de novo
Como louco
Insano
Em meus braços
Num abraço
Toco seus lábios
Como que se fosse o mais belo cálice
Ou a copa de uma flor
Com os meus
Seu ofegar me deixa ofegante
As batidas de seu coração
Completamente compassadas com as do meu
Dormiram
Ambos sob a luz de um luar
E chamo a lua para se juntar a nós
Que parecia tão sozinha naquela imensidão
Ela se deitou sobre nós dois
E clareou toda a escuridão que naquele momento pudesse nos cegar.
Como louco
Insano
Em meus braços
Num abraço
Toco seus lábios
Como que se fosse o mais belo cálice
Ou a copa de uma flor
Com os meus
Seu ofegar me deixa ofegante
As batidas de seu coração
Completamente compassadas com as do meu
Dormiram
Ambos sob a luz de um luar
E chamo a lua para se juntar a nós
Que parecia tão sozinha naquela imensidão
Ela se deitou sobre nós dois
E clareou toda a escuridão que naquele momento pudesse nos cegar.
Por Ti
Eu nunca pensei que uma noite tão gelada
De ventos
Pudesse ser tão amada
Por Vênus
Eu nunca pensei que seu beijo fosse tão sutil
Demais
Demasiadamente avassalador
Em meu coração
Eu nunca pensei que podia pensar em você
Engano
Eu penso
Eu sinto
Eu nunca tive certeza do que sentia
Mas sei
Que me apaixono
Por minhas incertezas
E agora
Você é esta incerteza
Que tenho certeza de não ter dúvidas
Que me apaixono
Por ti
De ventos
Pudesse ser tão amada
Por Vênus
Eu nunca pensei que seu beijo fosse tão sutil
Demais
Demasiadamente avassalador
Em meu coração
Eu nunca pensei que podia pensar em você
Engano
Eu penso
Eu sinto
Eu nunca tive certeza do que sentia
Mas sei
Que me apaixono
Por minhas incertezas
E agora
Você é esta incerteza
Que tenho certeza de não ter dúvidas
Que me apaixono
Por ti
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Sem Comandos
Eu perdi a noção de mim
No momento em que corri pela cidade
Para apoiar seu rosto em meu abraço
Foi nesse instante que entendi alguns significados
Que agora não me lembro
Por lembrar do momento exato
Em que sua lágrima tocou minha pele
Eu olho pra você e o sorriso se molda sem comandos
Você me diz, com a cabeça baixa e um sorriso sem graça
Que me ama
Perdi o chão quando ouvi
Pois fui aos céus
Toquei as nuvens
Ou eram seus lábios?
Que de tão macios
Me faziam querê-los por eternidade
Eu olho pra você e o sorriso se molda sem comandos.
No momento em que corri pela cidade
Para apoiar seu rosto em meu abraço
Foi nesse instante que entendi alguns significados
Que agora não me lembro
Por lembrar do momento exato
Em que sua lágrima tocou minha pele
Eu olho pra você e o sorriso se molda sem comandos
Você me diz, com a cabeça baixa e um sorriso sem graça
Que me ama
Perdi o chão quando ouvi
Pois fui aos céus
Toquei as nuvens
Ou eram seus lábios?
Que de tão macios
Me faziam querê-los por eternidade
Eu olho pra você e o sorriso se molda sem comandos.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Sinos
Sonha comigo
Eu sonho contigo
E nessa insana noite
Podemos escrever um lindo livro de poesias
Onde a terra é nuvem
E cada sino que ouço longe
Sai da doçura da sua voz
Que repousa em meus ouvidos
Eu sonho contigo
E nessa insana noite
Podemos escrever um lindo livro de poesias
Onde a terra é nuvem
E cada sino que ouço longe
Sai da doçura da sua voz
Que repousa em meus ouvidos
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Atlântida
Ele palpita
Suspira
Suplica um alguém
Doravante dispara
Ao pensar em meu bem
Se o amor não escolhe
Não tem hora marcada
O Cupido me acerta
O Cupido me mata
Ofegante me assopra
Me empurra pro abismo
Meus pensamentos cardíacos
Com um pouco de cinismo
Avante, avante
Não tenha mado do mar
O amor é um oceano
E tão fundo não há
Mas se quiser afundar
Lugar melhor não há
Com um pouco de sorte
Atlantida encontrará
Suspira
Suplica um alguém
Doravante dispara
Ao pensar em meu bem
Se o amor não escolhe
Não tem hora marcada
O Cupido me acerta
O Cupido me mata
Ofegante me assopra
Me empurra pro abismo
Meus pensamentos cardíacos
Com um pouco de cinismo
Avante, avante
Não tenha mado do mar
O amor é um oceano
E tão fundo não há
Mas se quiser afundar
Lugar melhor não há
Com um pouco de sorte
Atlantida encontrará
Véus Negros
Estou sentado de olhos fechados
Até que sinto uma gélida brisa
Lentamente abro-os
E está tudo escuro
Ainda são quatro e quinze da tarde
Mas o dia virou noite
O sol se apagou
Algumas estrelas começam a brilhar
Mas sua intensidade vai vagarozamente se esvaindo
Tentei me levantar, mas senti algumas correntes em meu tornozelo
Olhei para os lados mas não encontrei nada além de véus negros
Senti alguns dedos congelados tocarem minha nuca
Meus olhos giraram na órbita
Recobrei a consciência
Estava sentado de olhos abertos
Lentamente fui recobrando os pensamentos
Tentei me levantar, mas senti a exaustão de tudo aquilo
O que fora aquilo?
Apenas eu, tentando achar um modo de fugir dos problemas.
Até que sinto uma gélida brisa
Lentamente abro-os
E está tudo escuro
Ainda são quatro e quinze da tarde
Mas o dia virou noite
O sol se apagou
Algumas estrelas começam a brilhar
Mas sua intensidade vai vagarozamente se esvaindo
Tentei me levantar, mas senti algumas correntes em meu tornozelo
Olhei para os lados mas não encontrei nada além de véus negros
Senti alguns dedos congelados tocarem minha nuca
Meus olhos giraram na órbita
Recobrei a consciência
Estava sentado de olhos abertos
Lentamente fui recobrando os pensamentos
Tentei me levantar, mas senti a exaustão de tudo aquilo
O que fora aquilo?
Apenas eu, tentando achar um modo de fugir dos problemas.
Frases e Fases
As frases me alcançam
As fases me alcançam
Me cansam
Me casam
Me amam
Intensamente
Eu corri atrás
Corri por fora
E de fora vi suas lágrimas cairem
Mas aos poucos
Fui secando-as
Com meu ombro
Meus dedos
E lentamente seu sorriso foi sendo moldado
Entre alguns soluços
Com alguns raios de sol
Seu rosto foi vagarosamente se tornando mais belo
Singelo
Sortudo sou por observar seus olhos
Sortudo sou por abraças meus sonhos
E ter a sua força ao meu lado
As fases me alcançam
Me cansam
Me casam
Me amam
Intensamente
Eu corri atrás
Corri por fora
E de fora vi suas lágrimas cairem
Mas aos poucos
Fui secando-as
Com meu ombro
Meus dedos
E lentamente seu sorriso foi sendo moldado
Entre alguns soluços
Com alguns raios de sol
Seu rosto foi vagarosamente se tornando mais belo
Singelo
Sortudo sou por observar seus olhos
Sortudo sou por abraças meus sonhos
E ter a sua força ao meu lado
Algumas Ovelhas
Eu escrevo para agradar a mim
Para alimentar meu ego
Fazer algo a mais
Algo de menos
A mais
Mas não escrevo tanto quando Caeiro, Campos ou Reis
As vezes meus rebanhos se disperçam...perdem-se
E nem esses versos os acham em canto algum
Aqui e acolá
Perco algumas ovelhas
Quase impossiveis de serem achadas
E de fato impossiveis de serem substituidas
E ao passar do tempo
As ovelhas se tornam mais velhas
Algumas rebeldes
Revoltadas
Algumas só dormem
Relaxadas
Algumas se casam
Conformadas
Algumas se matam
Desgraçadas.
Para alimentar meu ego
Fazer algo a mais
Algo de menos
A mais
Mas não escrevo tanto quando Caeiro, Campos ou Reis
As vezes meus rebanhos se disperçam...perdem-se
E nem esses versos os acham em canto algum
Aqui e acolá
Perco algumas ovelhas
Quase impossiveis de serem achadas
E de fato impossiveis de serem substituidas
E ao passar do tempo
As ovelhas se tornam mais velhas
Algumas rebeldes
Revoltadas
Algumas só dormem
Relaxadas
Algumas se casam
Conformadas
Algumas se matam
Desgraçadas.
domingo, 23 de agosto de 2009
Nó Cego
Com o passar das horas
Sinto as rugas se formarem
Os amores se curarem
Minhas vidas se passarem
Diante de mim um filme de sabe-se lá quantos anos
Por hora, meia hora
Ainda é cedo pra cochilar
Meus laços e sentimentos
São sempre nós cegos
Frouxos e firmes
Um pouco desnorteados
Simplesmente bagunçados
Eu sempre complico minhas relações
E quando eu devo simplismente dar-lhe a mãe
Lhe abraço de peito aberto
Certo
De que seria minha
Ainda é o começo do filme
Mas por hora, meia hora
Quero ver esse longa
Longa Longa Metragem
Com metros de meus nós cegos
Luz, Câmera e Ação.
Sinto as rugas se formarem
Os amores se curarem
Minhas vidas se passarem
Diante de mim um filme de sabe-se lá quantos anos
Por hora, meia hora
Ainda é cedo pra cochilar
Meus laços e sentimentos
São sempre nós cegos
Frouxos e firmes
Um pouco desnorteados
Simplesmente bagunçados
Eu sempre complico minhas relações
E quando eu devo simplismente dar-lhe a mãe
Lhe abraço de peito aberto
Certo
De que seria minha
Ainda é o começo do filme
Mas por hora, meia hora
Quero ver esse longa
Longa Longa Metragem
Com metros de meus nós cegos
Luz, Câmera e Ação.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Com o Tempo Avançando
Com o tempo avançando
A maturidade me invadindo
Pouco a pouco
Me tornando gente
Sexo dá lugar a mãos entrelaçadas
Beijos cedem para palavras doces
Ódio simplismente se torna decepção
Paixão vagarozamente se torna amor
Com o tempo avançando
Os meus dias se tornando mais sonhadores
Mais apaixonantes
Menos desesperados
Minhas pretendentes agora são minhas amigas
Meus oponentes são fiéis escudeiros
E deles também sou escudeiro
Aos poucos minha idade me desfarça
Daqui a pouco começarei a desfarçar minha idade
Mas enquanto isso
O tempo passa
Avançando
Sem avisar
Que nos vigia
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Horários Loucos
Quando fiquei perdido no mundo que sempre vivi
Corri para encontrá-la
Mesmo importunando-a
Nos horários loucos e nos lugares loucos
Telefonemas relmente inoportunos
Horários Loucos
Horários Loucos
Sempre em conflito com suas ideias
Mas como todos nós somos assim
Não julgue
Não duvide
Sempre a companheira de meu amigo
Até que invertesse
E o amigo se tornasse o companheiro da minha amiga
Se diz amiga
Eu digo melhor amiga
Corri para encontrá-la
Mesmo importunando-a
Nos horários loucos e nos lugares loucos
Telefonemas relmente inoportunos
Horários Loucos
Horários Loucos
Sempre em conflito com suas ideias
Mas como todos nós somos assim
Não julgue
Não duvide
Sempre a companheira de meu amigo
Até que invertesse
E o amigo se tornasse o companheiro da minha amiga
Se diz amiga
Eu digo melhor amiga
Jogo de Sorte
De mim exala uma substância quase tóxica
Evaporada pelo sol
Cada lágrima indo direto para dentro de mim
Na tempestade em meu coração
Muitas cores e arco-íris
Tudo em chamas no meu jardim
Meus bonecos se rebelaram
Meus sentimentos estão contra mim
Cinco passos aos meu desejos
São cinco em desespero
Sob uma escada e cruzando com um gato preto
Quebrei o espelho, derrubei o saleiro
Dois mil quilometros entre eu e você
São meros passos até sofrer
Por mais de um caminho posso ir
Mas sei que em ambos me perderei
Pois você não está na trilha
Mas a um passo atras de mim
Os dados pararam de rolar
É a ultima rodada desse jogo
Tire seis, TIRE SEIS.
Assim talvez a sorte nos ajude.
Evaporada pelo sol
Cada lágrima indo direto para dentro de mim
Na tempestade em meu coração
Muitas cores e arco-íris
Tudo em chamas no meu jardim
Meus bonecos se rebelaram
Meus sentimentos estão contra mim
Cinco passos aos meu desejos
São cinco em desespero
Sob uma escada e cruzando com um gato preto
Quebrei o espelho, derrubei o saleiro
Dois mil quilometros entre eu e você
São meros passos até sofrer
Por mais de um caminho posso ir
Mas sei que em ambos me perderei
Pois você não está na trilha
Mas a um passo atras de mim
Os dados pararam de rolar
É a ultima rodada desse jogo
Tire seis, TIRE SEIS.
Assim talvez a sorte nos ajude.
sábado, 8 de agosto de 2009
Altas Horas
Vai fazer frio na madrugada
Abraço forte o travesseiro
Furtei das lembranças uma invenção
Lembrei do amor que nos unia
Lembrei que inventei essa ilusão
Vai chover forte nos meus terrenos
Terrenos cardiacos com terra fofa
Ali foi plantado recentemente
Uma daquelas sementes onde brota paixão
Choveu e fez frio em altas horas
O travesseiro ja está todo molhado
Não da chuva
Mas das lágrimas de um homem solitário
Sobraram ideias morfeticas do mundo
A vida me deu uma chance e vacilei
Na estrada do amor eu derrapei
E fui parar no acostamento
Acho que o resgate demora para chegar.
Abraço forte o travesseiro
Furtei das lembranças uma invenção
Lembrei do amor que nos unia
Lembrei que inventei essa ilusão
Vai chover forte nos meus terrenos
Terrenos cardiacos com terra fofa
Ali foi plantado recentemente
Uma daquelas sementes onde brota paixão
Choveu e fez frio em altas horas
O travesseiro ja está todo molhado
Não da chuva
Mas das lágrimas de um homem solitário
Sobraram ideias morfeticas do mundo
A vida me deu uma chance e vacilei
Na estrada do amor eu derrapei
E fui parar no acostamento
Acho que o resgate demora para chegar.
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Pet Shop
Cada vez que ela pede eu cedo
Cada aperto
Cada tapa
Meus arregos
Cada beijo que recusa eu entendo
Cada fora
Ta na moda
Não ser aceito
Ela faz, ela diz, ela escolhe
Ser assim, ser assado, ser na moda
O coração apunhalado pelo egoismo do meu amor
Ela diz que sou fraco, que choro sem porque
Eu me faço de capacho
Ja estou acostumado
Assim são as relações Pet Shop
Com coleiras cada vez mais pontudas e apertadas.
Cada aperto
Cada tapa
Meus arregos
Cada beijo que recusa eu entendo
Cada fora
Ta na moda
Não ser aceito
Ela faz, ela diz, ela escolhe
Ser assim, ser assado, ser na moda
O coração apunhalado pelo egoismo do meu amor
Ela diz que sou fraco, que choro sem porque
Eu me faço de capacho
Ja estou acostumado
Assim são as relações Pet Shop
Com coleiras cada vez mais pontudas e apertadas.
Rosas Azuis
Titubeio em função do amor
Amarguro a felicidade alheia
Desejando ser minha
Essa alegria juvenil
Ainda com dezessete
Sonhei em conquistar o mundo
Plantar dinheiro
Colher felicidade
Ainda com dessete
Aprendi que nessa idade nada aprendo
Conheci motivos reais para a rebeldia de todos nós
Descobri o que é amar
Ainda desse jeito tão imaturo
Completamente maduro
Desse jeito tão criança
O mais sábio dos anciãos
Cada rosa azul na minha imaginação
Conhece o triunfo da verdadeira paixão
Rosa azul inexistente
Paixão verdadeira, inalcansável
Pelo bem
Pois Ainda com dezessete
Não saberia cultiva-la
Fico com minhas Rosas Azuis
Amarguro a felicidade alheia
Desejando ser minha
Essa alegria juvenil
Ainda com dezessete
Sonhei em conquistar o mundo
Plantar dinheiro
Colher felicidade
Ainda com dessete
Aprendi que nessa idade nada aprendo
Conheci motivos reais para a rebeldia de todos nós
Descobri o que é amar
Ainda desse jeito tão imaturo
Completamente maduro
Desse jeito tão criança
O mais sábio dos anciãos
Cada rosa azul na minha imaginação
Conhece o triunfo da verdadeira paixão
Rosa azul inexistente
Paixão verdadeira, inalcansável
Pelo bem
Pois Ainda com dezessete
Não saberia cultiva-la
Fico com minhas Rosas Azuis
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Primeiro Encontro, Primeiro Nome. Qual é Mesmo?
Andei quilometros naquele parque
Contei inumeras vezes a mesma flor
São trinta voltas a cada hora
São trinta horas a cada volta
Soltei aquele suspiro desolado
Cansado sentei-me no banco de cimento
Olhei ao redor e encontrei algumas crianças barulhentas
Sorri pra elas, que ficaram com medo
Voltei pra casa aos passos lentos
Mais trinta voltas até meu lar
Mais trinta horas até voltar
Estava sonolento
Estava escuro
Errei o caminho
Entrei em uma loja de discos e perguntei onde estava
Cidade desconhecida durante a noite
Mulher simpática, me disse o nome
Não me recordo, mas nao me esqueço
Sorrizo lindo
Traços tão finos
Gostei da musica
Gostei das cores
Gostei daquele poster do Elvis
Gostei ainda mais de ti.
Contei inumeras vezes a mesma flor
São trinta voltas a cada hora
São trinta horas a cada volta
Soltei aquele suspiro desolado
Cansado sentei-me no banco de cimento
Olhei ao redor e encontrei algumas crianças barulhentas
Sorri pra elas, que ficaram com medo
Voltei pra casa aos passos lentos
Mais trinta voltas até meu lar
Mais trinta horas até voltar
Estava sonolento
Estava escuro
Errei o caminho
Entrei em uma loja de discos e perguntei onde estava
Cidade desconhecida durante a noite
Mulher simpática, me disse o nome
Não me recordo, mas nao me esqueço
Sorrizo lindo
Traços tão finos
Gostei da musica
Gostei das cores
Gostei daquele poster do Elvis
Gostei ainda mais de ti.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Sonhos Realizados
Há há há há há há
haaaháháháh
huahuahuhauahuhauhauahuaauahua
hauahuahua
ahuahuahuahuahuahuhaua
huahauhauhauhau
hauhauh
hauhauhauhuahauhauhua
hauhauhauhauhauhauhauhau
hauhauhauhuahuhuaua
hauhauhauhauhauuahuauhu
hauhauhauhauhauhauhauu
huahauhauhauuahau
huahauhauhauhauahuahuha
huhuhauhauhauhauhau
hauhauhauhau
hauhauhauhauhauhauahuahuahua
hauhauhauahuhauhauhauhauahuahua
hauahuahuahuahauhauahua
huhauhauhauahuahauhuahauhauhauhauhauhau
[huahuahua
huahuahua
huahauhauhauhau
haaaháháháh
huahuahuhauahuhauhauahuaauahua
hauahuahua
ahuahuahuahuahuahuhaua
huahauhauhauhau
hauhauh
hauhauhauhuahauhauhua
hauhauhauhauhauhauhauhau
hauhauhauhuahuhuaua
hauhauhauhauhauuahuauhu
hauhauhauhauhauhauhauu
huahauhauhauuahau
huahauhauhauhauahuahuha
huhuhauhauhauhauhau
hauhauhauhau
hauhauhauhauhauhauahuahuahua
hauhauhauahuhauhauhauhauahuahua
hauahuahuahuahauhauahua
huhauhauhauahuahauhuahauhauhauhauhauhau
[huahuahua
huahuahua
huahauhauhauhau
Noites a Fio
Uma canção de ninar para o sol
A lua chega em lugar do Astro Rei
Me conta as novidades do outro mundo
Aquele que você vive e não me deixa viver
Lentamente vou arrumando meu relógio interno
Com Anos Luz ao invez de Horário de Verão
Sonho e sonho com a lua me observando
E pulos dou ao sofrer em sonhos
Meu coração não para de saltar
Uma vela acesa durante a madrugada
Minha única fonte de luz
Ja que a lua está fraca por meus sentimentos
Não aguenta mais me ver em tormento
As palavras ditas todas as noites
Roboticamente são interpretadas
Analisadas e desfiguradas
Para agradar a quem está ouvindo
Os meu risos frouxos e desagradáveis
Esperando o seu todo encabulado
Um abraço forte e apaixonado
Meu coração denovo, começa a saltar
Ah, como é doce a juventudo
Que se ama dia e noite
Mas meus dias são cansativos
E as noites cheias de insônia
Sorrateiros sentimentos completam cada póro
E meu coração não para de saltar
A lua chega em lugar do Astro Rei
Me conta as novidades do outro mundo
Aquele que você vive e não me deixa viver
Lentamente vou arrumando meu relógio interno
Com Anos Luz ao invez de Horário de Verão
Sonho e sonho com a lua me observando
E pulos dou ao sofrer em sonhos
Meu coração não para de saltar
Uma vela acesa durante a madrugada
Minha única fonte de luz
Ja que a lua está fraca por meus sentimentos
Não aguenta mais me ver em tormento
As palavras ditas todas as noites
Roboticamente são interpretadas
Analisadas e desfiguradas
Para agradar a quem está ouvindo
Os meu risos frouxos e desagradáveis
Esperando o seu todo encabulado
Um abraço forte e apaixonado
Meu coração denovo, começa a saltar
Ah, como é doce a juventudo
Que se ama dia e noite
Mas meus dias são cansativos
E as noites cheias de insônia
Sorrateiros sentimentos completam cada póro
E meu coração não para de saltar
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Para o Homem
Para o homem, o suficiente não basta
Para o homem, a unica suficiência é o exagero
Para o homem, o amor é o objetivo da vida
Para o homem, o amor é o obstáculo da vida
Para a vida, o homem é a dádiva do mundo
Para a vida, o homem é o demonio do mundo
Para mim, isso tudo é entediante
Pelo menos até que eu entenda o que realmente estou escrevendo.
Para o homem, a unica suficiência é o exagero
Para o homem, o amor é o objetivo da vida
Para o homem, o amor é o obstáculo da vida
Para a vida, o homem é a dádiva do mundo
Para a vida, o homem é o demonio do mundo
Para mim, isso tudo é entediante
Pelo menos até que eu entenda o que realmente estou escrevendo.
Ave Fênix
Uma ave me atrai
Penas rubras
Bico de ouro
Ave Fênix
Assim como quero ser
Renascido
Meu nome ja diz
Renato, o Renascido
Mas tal dom não sei usar
Não sei se tenho
Um poemo egocentrico
Agoista
Um eu individualista
Amei e odiei
Odiei e voltei a amar
Mas sempre na mesma
Renascer
Talvez a solução
Assim como tantas outras soluções que ja tive
Ao som de Jesus & Mary Chain
Queria poder sair das cinzas
Mesmo que machucado pelas queimaduras
Mas pronto para seguir ao proximo incêndio
Ave Fênix
Penas rubras
Bico de ouro
Ave Fênix
Assim como quero ser
Renascido
Meu nome ja diz
Renato, o Renascido
Mas tal dom não sei usar
Não sei se tenho
Um poemo egocentrico
Agoista
Um eu individualista
Amei e odiei
Odiei e voltei a amar
Mas sempre na mesma
Renascer
Talvez a solução
Assim como tantas outras soluções que ja tive
Ao som de Jesus & Mary Chain
Queria poder sair das cinzas
Mesmo que machucado pelas queimaduras
Mas pronto para seguir ao proximo incêndio
Ave Fênix
Leuqar
Roubei uma conversa quando estávamos a sós entre muitos
Armei meu bote, como que se fosse um estrategista
Quebrei meus sentimentos carnais naquela noite
Um sentimento amador apareceu
Eu fiquei confuso, louco
Labios rosados me deixaram apaixonado
Eu nem pude me defender de teu encanto
Foi assim, precipitado
Como sempre me apaixono.
Armei meu bote, como que se fosse um estrategista
Quebrei meus sentimentos carnais naquela noite
Um sentimento amador apareceu
Eu fiquei confuso, louco
Labios rosados me deixaram apaixonado
Eu nem pude me defender de teu encanto
Foi assim, precipitado
Como sempre me apaixono.
ReAmando
Pois outra vez olhei pra ti
Depois de quase um ano
E resolvi meio que sem querer
Sempre sem querer
Que estou de novo a me apaixonar
Pois pensei denovo em ti
Depois de tanto tempo
E percebi meio que sem querer
Querendo perceber
Que por você eu quero me interessar
Pois senti denovo por ti
Em uma festa como antes
Deslocados e desanimados convidados
Que meu coração quer ter você
Dizendo se encontrar
Pois mais do que nunca quero você
Me abraçando fortemente
Sussurrando em meu ouvido
Palavras de algum lugar
Que venham do fundo do seu coração
Dizendo me amar.
Depois de quase um ano
E resolvi meio que sem querer
Sempre sem querer
Que estou de novo a me apaixonar
Pois pensei denovo em ti
Depois de tanto tempo
E percebi meio que sem querer
Querendo perceber
Que por você eu quero me interessar
Pois senti denovo por ti
Em uma festa como antes
Deslocados e desanimados convidados
Que meu coração quer ter você
Dizendo se encontrar
Pois mais do que nunca quero você
Me abraçando fortemente
Sussurrando em meu ouvido
Palavras de algum lugar
Que venham do fundo do seu coração
Dizendo me amar.
domingo, 2 de agosto de 2009
Sentimentos Astronauta
Como sonho inesperado
Totalmente inalcansável
Surpreendido por imagens
Palavras amigáveis
Sempre é tudo tão cinzento
Como as cores do asfalto
Que a longe podem levar
Mas é o mesmo caminho pra quem quer se aventurar
Com sentimentos astronautas
Desbravei o mundo sentimental
Fiz irmãos de outras nações, culturas e religiões
Fiz amor com o mundo depois de aprecia-lo
Ja não é tão cinza
Ja não é azul bebê
O mundo tem cores vivas e sutis
O munda dá voltas pra quem quer me conhecer
E comemorar comigo este dia tão banal
O mais importante de cada vida
Feliz Aniversário.
Totalmente inalcansável
Surpreendido por imagens
Palavras amigáveis
Sempre é tudo tão cinzento
Como as cores do asfalto
Que a longe podem levar
Mas é o mesmo caminho pra quem quer se aventurar
Com sentimentos astronautas
Desbravei o mundo sentimental
Fiz irmãos de outras nações, culturas e religiões
Fiz amor com o mundo depois de aprecia-lo
Ja não é tão cinza
Ja não é azul bebê
O mundo tem cores vivas e sutis
O munda dá voltas pra quem quer me conhecer
E comemorar comigo este dia tão banal
O mais importante de cada vida
Feliz Aniversário.
Amor Bem Tosco
Mil rosas soltas em seu berço
Espinhos soltos em meu peito
Coração chora controversas
Amaldiçoa sua sorte
Não vê a hora, mas teme a morte
Chuvisca forte em minha alma
Sem previsão de sol em tempos
A umidade ja enferrujou
As engrenagens de minha coragem
Jardins serenos sem serenata
Chamusca forte sem fogo algum
Apenas morre a cada instante
Sem sua ajuda, amor nenhum
Meus sonhos cravados em minha testa
Tudo tão irrelevante
Marcado em baixo relevo
Está dificil de decifrar
Sorri azedo para o espelho
Chinguei de morto o meu reflexo
Que me mandou ir ao inferno
E recompor-me deste amor
Foi só mais um
Como tantos outros
Amor sem fundo
Amor bem tosco
Espinhos soltos em meu peito
Coração chora controversas
Amaldiçoa sua sorte
Não vê a hora, mas teme a morte
Chuvisca forte em minha alma
Sem previsão de sol em tempos
A umidade ja enferrujou
As engrenagens de minha coragem
Jardins serenos sem serenata
Chamusca forte sem fogo algum
Apenas morre a cada instante
Sem sua ajuda, amor nenhum
Meus sonhos cravados em minha testa
Tudo tão irrelevante
Marcado em baixo relevo
Está dificil de decifrar
Sorri azedo para o espelho
Chinguei de morto o meu reflexo
Que me mandou ir ao inferno
E recompor-me deste amor
Foi só mais um
Como tantos outros
Amor sem fundo
Amor bem tosco
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Fórmula da Felicidade
Fórmula da Felicidade
Minha receita é simples
Sonho
Coragem
E um pouco de sorte
Tudo que precisamos para sermos felizes
Basta dizer pitacos e patacos
Mistura-los a uma poção divina
Chorar para que acerte
E está pronta
A fórmula da felicidade
Pelo menos é o que diz
O velho livro de receitas de um sonhador
Palavras perfeitas
Respostas previsiveis
O abraço sincero
E um beijo real
Imaginado
O mundo deu voltas
Em vez do abraço, foi um tapa
Em vez do beijo, um adeus
Quando te vejo, você se esquiva
Lá se foi, minha divina fórmula
Com palavras afiadas
Aprendi que não se medita
Não se pode prevenir
Não consigo adivinhar
Acho melhor improvisar
Talvez um olhar valha mais que um discurso
Um "Oi" mais que um buquet
Um sorrizo
Ah
Droga
Estou fazendo outra receita!
*
Minha receita é simples
Sonho
Coragem
E um pouco de sorte
Tudo que precisamos para sermos felizes
Basta dizer pitacos e patacos
Mistura-los a uma poção divina
Chorar para que acerte
E está pronta
A fórmula da felicidade
Pelo menos é o que diz
O velho livro de receitas de um sonhador
Palavras perfeitas
Respostas previsiveis
O abraço sincero
E um beijo real
Imaginado
O mundo deu voltas
Em vez do abraço, foi um tapa
Em vez do beijo, um adeus
Quando te vejo, você se esquiva
Lá se foi, minha divina fórmula
Com palavras afiadas
Aprendi que não se medita
Não se pode prevenir
Não consigo adivinhar
Acho melhor improvisar
Talvez um olhar valha mais que um discurso
Um "Oi" mais que um buquet
Um sorrizo
Ah
Droga
Estou fazendo outra receita!
*
terça-feira, 21 de julho de 2009
Mudei
Mudei meus habitos
Mudei meu hálito
Mudei meu jeito
Mudei a voz
Mudei meu tempo
Mudei as roupas
Mudei de novo de lugar
Mudei os móveis
Mudei o imóvel
Mudei as meias
Mudei meu mundo
Mas na estante
Está a foto
Que não me muda
Nem um segundo
Cravei no peito
Um pensamento
Que não engana
Meu sentimento
Mudei meu corpo
Mudei a mente
Mas não mudei
Meu coração
Você ficou
Não quis mudar
Mesmo que de amante
Tenha mudado
Não mudei você
É o meu amor
Mas me deixou mudo
Pra quem quer que for
A próxima que me queira amor!
Mudei meu hálito
Mudei meu jeito
Mudei a voz
Mudei meu tempo
Mudei as roupas
Mudei de novo de lugar
Mudei os móveis
Mudei o imóvel
Mudei as meias
Mudei meu mundo
Mas na estante
Está a foto
Que não me muda
Nem um segundo
Cravei no peito
Um pensamento
Que não engana
Meu sentimento
Mudei meu corpo
Mudei a mente
Mas não mudei
Meu coração
Você ficou
Não quis mudar
Mesmo que de amante
Tenha mudado
Não mudei você
É o meu amor
Mas me deixou mudo
Pra quem quer que for
A próxima que me queira amor!
Sonho e Ilusão
Quero seguir meu fluxo
Quero sorrir com meus amigos
Quero pensar no agora
Quero voltar ao que foi
Vou embora daqui
Mas levarei todas as fotos e pensamentos
Vou mudar toda a minha vida
Mas não posso esquecer os números de telefone
Vou parar de chorar
Mas voltarei sempre que sentir saudades
Vou parar de pensar neste lugar
Mas enviarei cartas para saber como estão as coisas
Vou abraçar a primeira opção
Será que não é besteira?
Vouseguir por aquela direção
Antes eu sabia o caminho!
Vou fazer novos amigos
Estou traindo os antigos?
Vou ser sóbrio o tempo todo
Mas me embebedo toda vez que as lembranças vem!
Vejo em meu futuro um sonho
E em meu passado, uma ilusão
Fechei meus olhos
Rodei dez vezes
Cantei uma música
E corri sem saber pra onde
Se quebrar a cara?
Nós humanos sempre temos mais uma pra usar!
Quero sorrir com meus amigos
Quero pensar no agora
Quero voltar ao que foi
Vou embora daqui
Mas levarei todas as fotos e pensamentos
Vou mudar toda a minha vida
Mas não posso esquecer os números de telefone
Vou parar de chorar
Mas voltarei sempre que sentir saudades
Vou parar de pensar neste lugar
Mas enviarei cartas para saber como estão as coisas
Vou abraçar a primeira opção
Será que não é besteira?
Vouseguir por aquela direção
Antes eu sabia o caminho!
Vou fazer novos amigos
Estou traindo os antigos?
Vou ser sóbrio o tempo todo
Mas me embebedo toda vez que as lembranças vem!
Vejo em meu futuro um sonho
E em meu passado, uma ilusão
Fechei meus olhos
Rodei dez vezes
Cantei uma música
E corri sem saber pra onde
Se quebrar a cara?
Nós humanos sempre temos mais uma pra usar!
Roseiral
Andei pensando no que penso
Não penso nada a seu respeito
Acho que penso no seu peito
Mais nada vem em minha mente
Os passos calam a tua voz
O vento quente me entorpece
Me excito ao ler seu nome
Ao ver sua face lunar
Mesmo quando está de lua
Você me convence do que não entendo
Ouço promessas sem recompensas
E obedeço os seus pensamentos
Os beijos leves e tão ardentes
Os lábios fortes e tão rosados
As rosas cobrem os seus cabelos
Quanto estamos sob o manto do pecado
Caricias e marcas por todo corpo
As paredes tapam os ouvidos
Para não se sentirem tão envergonhadas
Com o roseiral em nosso manto
Caricias dolorosas no coração
Palavras falsas
Verdadeiras emoções
Sentimento preenchido
Com um pouco de perversão
Vou para casa encontrar-me com minha vida
Afinal
Sou seu amante casual.
sábado, 18 de julho de 2009
Amores Vem e Vão
Meus amores vem e vão
Com a força de um tufão
O coração já não aguenta
Cada veia se arrebenta
A cada trote do olhar
A cada beijo de flertar
As horas que passamos nus
As mentiras que não fazem jus
Os esqueletos desse mundo
Os sentimentos tão profuntos
Reviravoltas no amor
Por todas sinto tanta dor
As dores fortes em cada toque
Meus sentimentos estão em morte
Seus beijos gélidos e mal amados
A superfície de um iceberg
Muitos abraços e disparates
O coração enciumado
Traiu a sí com um olhar
Se demorou a declarar
O quanto sente por tanto amar.
Velhices
Em uma velha cabana
Dorme um velho lobo
Sábio
Sóbrio e Louco
Em um velho bosque
Vive uma árvore
Intácta
Mas já sem vida
Em meu coração está aquele velho amor
Dormente e intácto
Sábio e louco
Vivo e morto.
Batalha Épica
Carrego um fardo
Pesado e insuportável
Junto a minha espada e meu escudo
Duelando contra guerreiros e dragões
Prometendo bravuras de amor
Fugindo de minha conscinência
Minha adaga esta cega
Meu escudo está trincado
Mas aguento as flechadas com meu coração
Que sangra lágrimas
E se despedaça a cada olhar
A cada golpe que dou
Minha espada zuni seu nome
Meu escudo urra de saudade
E minhas batalhas se tornam épicas
Enfim, matarei meus medos
Conseguirei livrar-me de minhas armas
E lutar contra meu amor por você
Tentando aceitá-lo.
Pesado e insuportável
Junto a minha espada e meu escudo
Duelando contra guerreiros e dragões
Prometendo bravuras de amor
Fugindo de minha conscinência
Minha adaga esta cega
Meu escudo está trincado
Mas aguento as flechadas com meu coração
Que sangra lágrimas
E se despedaça a cada olhar
A cada golpe que dou
Minha espada zuni seu nome
Meu escudo urra de saudade
E minhas batalhas se tornam épicas
Enfim, matarei meus medos
Conseguirei livrar-me de minhas armas
E lutar contra meu amor por você
Tentando aceitá-lo.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Aquela Garota
Aquela garota me disse seu nome
Aquela garota sempre se esconde
Aquela garota se faz de inocente
Aquela garota me deixa doente
Eu procuro um lugar pra eu poder desabafar
Pra eu poder me embriagar
Pra eu poder te levar
Passei horas ,dias procurando
Um recanto de encanto
Com tulipas tao bonitas
Que eu possa te enxergar
Sempre que você está perto eu me perco
Sempre que esta perto entorpeço
Sempre que esta perto eu não deixo
Ninguém nos atrapalhar
Mas pode ligar
Quando quiser
Eu vou te seguir
Eu estou aos seus pés
E quando você
Não me quiser
Eu mudo meu nome
Faço como quiseeeer
Relógio
A lua brilha com um sorrizo sarcastico
Cada minuto é uma eterna espera
O sono vem
E quando me deito meus pensamentos me acordam
Não durma a dias, não durmo a horas
Meu relogio é um sino a badalar
O tic-tac mais parece uma furadeira
Que não para de machucar minha alma
Sinto as feridas sicatrizarem durante o dia
E serem abertas a luz das estrelas
Elas penetram em minha carne com delicadeza
E explodem dentro de minhas veias
A brisa leve que toca o meu rosto
São calafrios de uma noite de inverno
A cada tic-tac do relógio
O despertar de uma nova ideia
Que me impede de sonhar novamente
Não sei mais o que é sonhar
Acordo de segundo em segundo
Só há tempo de chorar
Pois o relógio continua a badalar
Sempre que olho o ponteiro não se move
Ouço seu som, mas não se move
Passam-se horas e o ponteiro não se move
Eu não me movo diante deste desespero
Quando a lua decidi dormir
O sol nasce e me diz para deitar
É só com ele que agora vou sonhar
Pois a lua me traiu
Ela me fez chorar
Em meus próprios sonhos.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Meu Roteiro
Eu sou um ator
Que atura a dor
De cada amor
Ensaiado
O meu roteiro é longo
O meu roteiro é belo
Mas de tanto lê-lo
Acabo enjoando desta história
As minhas falas são contadas
No tempo certo
No tom certo
O meu ritmo está morto
O meu roteiro de amor
Mostra historias longas
Curtas
Cheias de drama
O meu roteiro de amizade
Tem dificuldades anormais
Tem belezas naturais
De um lugar morto
Mas cansei de atuar
Cansei de aturar
Tanto ensaio pra algo chato
Que me enjoa
Pois ja seu o fim
Agora
Mudemos nossa arte
Seremos atores
Improvisando
Cada fala
Cada gesto
Fazer do mundo nosso palco
E tirar aplausos desta plateia que nos vê
domingo, 12 de julho de 2009
Anjos e Demonios
Sinto um perfume
Sinto o enxofre ao meu redor
Vejo o demonio
Está chorando perto de mim
Tento correr
Mas ele segue meus passos
Tento ataca-lo
Mas meus golpes o ultrapassam
Tento fugir
No submundo da razão
Encontro anjos
Todos tentando me dar apoio
Aquele inferno
Aquele demonio
São todos espelhos
Do meu coração
Aqueles anjos
Aquele mundo
É tudo fruto
De uma situação
O demonio sou eu
Chorando fogo
Que arde os olhos
E o coração
Aqueles anjos
São meus amigos
Que me alcançaram
Antes que eu caisse no chão.
Contra-Mão
O sol ofusca
O sol chamusca
O sol derrete o meu olhar
Olhar gelado
Olhar sem vida
Olhar de um homem solitário
A lua cresce
A lua mente
A lua diz ser meu amor
O amor desmente
O amor desdenha
O amor me deixa doente
Um oi aqui
Um oi ali
Um oi sem singificado
Um tchau aqui
Um tchau ali
Um tchau com todo o significado
Te amo aqui
Te amo ali
Te amo mesmo do outro lado
De um véu escuro
Sem corrimão
Me leva direto
À contra mão
Os carros passam
Os carros param
O tempo voa sem sua função
A vida é curta
É dolorida
É sorte sua ter seu amor
Pois eu estou na contra-mão
Mil Palavras
Quanto mais o tempo passa
Mais o Tempo marca em mim
Cicatrizes incuráveis
Lembrançasamigáveis
Um tempo inviável
Que passou e não voltará
Quanto tempo o Tempo levará
Pra me dizer o que quer dizer
Eu demoro à entender
Os recados subliminares
Das poesias e olhares
Por favor, seja direto
Me explique com mil palavras
Me risque na pele
Um calendário de memórias
Pra que eu possa me localizar
Por minutos
Achei que fossem horas
Achei que tinha voltado ao passado
Achei que estava morto
Morte
O Tempo diz que não escapamos
Mas se for nosso objetivo
Um dia morremos felizes
Desde que nosso passado conduza-nos ate ali
E que mil palavras me digam o caminho
Para a felicidade
Sem remorso
sábado, 11 de julho de 2009
Um Pouco Doente
O tic tac do relogio
Ansiedade
O tempo não passa
As horas não correm
O clima ta quente
Mas mesmo assim meu nariz escorre
Sangue
Hemorragias
É só encostar que sinto dor
Todas as minhas feridas estão abertas
Toda a minha alma chora de amor
Cada passo que dou
Um osso trincando
Um corte profundo
Em meu aconchego
Em meu coração
Cado suspiro
Em vão
Meu pulmão não funciona
Minha mente me espanca
Com memórias felizes
De tempos passados
Ah
Como é bom
A doce dor da desilusão
O amargo cheiro da tristeza
Que infectou cara canto do meu coração
Ah
Como odeio
Cada verso deste poema
Cada palavra sentimental
Egoista
Excentrico
Ansiedade
O tempo não passa
As horas não correm
O clima ta quente
Mas mesmo assim meu nariz escorre
Sangue
Hemorragias
É só encostar que sinto dor
Todas as minhas feridas estão abertas
Toda a minha alma chora de amor
Cada passo que dou
Um osso trincando
Um corte profundo
Em meu aconchego
Em meu coração
Cado suspiro
Em vão
Meu pulmão não funciona
Minha mente me espanca
Com memórias felizes
De tempos passados
Ah
Como é bom
A doce dor da desilusão
O amargo cheiro da tristeza
Que infectou cara canto do meu coração
Ah
Como odeio
Cada verso deste poema
Cada palavra sentimental
Egoista
Excentrico
Caldeirão
Ouço um sino
O badalar de um momento
O badalar do coração
Que se quebra congelado
Frio, no relento
Sem dono, sem rumo
O coração de uma criança
Que chora por seus pais
Queria uma vida mansa
Sem sorte, cem trotes
Telefonemas enganosos
Estou eperando sinais de vida
De alguém que não me quer vivo
Disparate
Como pode você deixar de me ligar
Depois do tempo e do badalar
De nossos corações, sempre à borbulhar
Como um caldeirão de paradoxos
O caldeirão hoje é gélido
A minha sopa ja está fria
Você esfriou meu coração
E hoje como memórias
E solidão
O badalar de um momento
O badalar do coração
Que se quebra congelado
Frio, no relento
Sem dono, sem rumo
O coração de uma criança
Que chora por seus pais
Queria uma vida mansa
Sem sorte, cem trotes
Telefonemas enganosos
Estou eperando sinais de vida
De alguém que não me quer vivo
Disparate
Como pode você deixar de me ligar
Depois do tempo e do badalar
De nossos corações, sempre à borbulhar
Como um caldeirão de paradoxos
O caldeirão hoje é gélido
A minha sopa ja está fria
Você esfriou meu coração
E hoje como memórias
E solidão
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Sonata da Amizade
Ele está sempre comigo
Ele me ajuda no que preciso
Ele me empurra quando falta coragem
Ele é o meu melhor amigo
Distancia
Inesperada
Estou perplexo com tudo isso
Grande amigo, grande irmão
Outras vidas se vão
Eu te ajudei
Você me ajudou
Sentimento mútuo
Está é a Sonata da Amizade
Tenha certeza
Que sempre que precisar chorar
Sempre que quiser desabafar
Sempre que não souber o que fazer
Estarei aqui
Pois a amizade é a reencarnação
De almas irmãs
De uma passado desconhecido
De uma vida desconhecida
É por isso que hoje
Te chamo de amigo
Pois um dia ja foi
Meu irmão
Quero Demais
Com uma caneta
Crio fantasias
Sou parabenizado por tal obra
Mas sinto triste
Pois é tudo
Minha obra
Fantasia
Com minha mente
Crio mundos
Sou chamado de louco
Por estar fugindo de uma realidade que não me agrada
Em meu sono
Vivo o passado
Me considero um tolo
Pois a vida não se realiza com o que ja foi realizado
Quero viver o mais rapido possivel
Mas quero viver cada segundo
Quero saber o que tudo isso significa
Mas quero ignorar a importancia de tudo
Quero morrer pra saber o que virá
Quero viver pois tenho medo do desconhecido
Quero você pois ja conheço a sua voz
Preciso conhecer outras vozes para dizer que vivi
Violino
Ouço vozes
Ouço o som de um violino
Ele agrada aos meu ouvidos
Ele dissolve meus pensamentos
E torna tudo sentimento
Canto Soluços
Procurando soluções
Canto promessas e partituras
Transbordando emoções
Uma silhueta
Em posição de batalha
Um músico em batalha
Recebendo aplausos de uma plateia
Completamente impressionada
Com o som de um violino
Sua silhueta
Pautas passaram por meus olhos
Fui jogado em um universo musical
E você era cada nota daquele violino
Um violino tão pequeno
Tão sensivel
Tão forte e agradável
Ao som de seu violino
Derreto por você
Ao tom de cada nota
Desmancho-me de prazer
Foi bom te conhecer
Desolado
Como é bela
A vista daqui de cima deste penhasco
O ar limpo
O chão parece tão longe
É assim que me sinto
Quando me sinto desolado
Acho belo
Acho forte
Acho glória
Acho morte
Acho em você o que falta em mim
Mas não sei o que me falta
Se soubesse
Procuraria em outra pessoa
Mas só você é que me faz ficar assim
Acho belo
Acho forte
Acho glória
Acho morte
Achei-me morto
Sob uma pilha de cadernos
Procurando agendas
Pra encontrar teu número
Achei-me morto
Em uma escada colossal
Subindo lenta e teimosamenta
A procura de um EU imortal
Que aguetasse essa dor
De morrer sem amor
Um amor imortal
Como sempre sonhamos em amar
E pior do que tudo
Morrer sem ter a pessoa amada
Assim se tornam
As pessoas amargas
Amargando o penhasco
Tossindo o ar limpo
Procurando o chão
É assim que me sinto
Quando me sinto desolado
Congelado
Que droga
Apesar de tudo
Acho que sinto a sua falta
Falta dos beijos
Abraços
Falta do aroma
Sabor
Você é rude e insana
Você me tira do sério sempre que tenta
Você ja me fez mal no meu passado
Mas me faz mais mal quando penso no futuro
E quando você não está inclusa nele
Que droga
Pensei que era tão independente
Pensei que ligaria pra mil e uma pessoas
Marcaria encontros
Ligaria pra você
E diria que estou em outra
Mas você me congelou
Num mundo nefasto
De fantasias
Onde você é a protagonista
E meu coração
O berço de toda essa loucura
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Estou Cansado
Ah
Estou cansado
Declamo versos de amizade
Você interpreta sedução
Eu canto mera coincidencias
Você me diz ser perseguição
Jogo palavras simples, gentis
Você me diz que sou meloso
Ah
Estou cansado
Cansado de ser mal interpretado
E quem tento seduzir
Se diz minha melhor amiga
Se diz minha irmã do coração
Me faz sentir-me ao chão
À quem digo que é amor
Diz que confundo meus sentimentos
Diz entender minha confusão
Ah
Estou cansado
Cansado de ser gentil e mal amado
Cansado de ser um bom rapaz
Cansado de ser um mero amigo
Que sempre por ti
É deixado para tráz
primeira | <> | última
Estou cansado
Declamo versos de amizade
Você interpreta sedução
Eu canto mera coincidencias
Você me diz ser perseguição
Jogo palavras simples, gentis
Você me diz que sou meloso
Ah
Estou cansado
Cansado de ser mal interpretado
E quem tento seduzir
Se diz minha melhor amiga
Se diz minha irmã do coração
Me faz sentir-me ao chão
À quem digo que é amor
Diz que confundo meus sentimentos
Diz entender minha confusão
Ah
Estou cansado
Cansado de ser gentil e mal amado
Cansado de ser um bom rapaz
Cansado de ser um mero amigo
Que sempre por ti
É deixado para tráz
primeira | <> | última
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Passos Longos
Passos longos, rápidos
Estou com pressa, ancioso
Suando frio, gelado
Estou com fome de ti
A cada minuto, desesperadamente sinto sua falta
A cada intervalo do dia, parece que se passam dias
Mas porque tanto sentimento por um alguém sem sentimento
Mas porque tanto amor por alguem que não quer amar
Sorri para mim quando precisa
Só liga pra mim quando quer
Corro por ti
A passos longos
Mesmo com toda a minha inflexibilidade...por amor
Mas amo você
Do jeito que é
Me rejeitando
Me usando
Me seduzindo apenas para seu bem querer
É assim que à conheço
É assim que à amo...me apaixono
Você é abusada
Me abusa
E eu respondo
-Sim...deixa comigo
Eu gosto...reclamo...mas gosto
De ti...
Dessa sua mania de querer mandar
Dessa minha mania de te obedecer
Mas quando deixo de ligar
Mas quando digo não à você
Você questiona
Você reclama
Você me ama
Estou com pressa, ancioso
Suando frio, gelado
Estou com fome de ti
A cada minuto, desesperadamente sinto sua falta
A cada intervalo do dia, parece que se passam dias
Mas porque tanto sentimento por um alguém sem sentimento
Mas porque tanto amor por alguem que não quer amar
Sorri para mim quando precisa
Só liga pra mim quando quer
Corro por ti
A passos longos
Mesmo com toda a minha inflexibilidade...por amor
Mas amo você
Do jeito que é
Me rejeitando
Me usando
Me seduzindo apenas para seu bem querer
É assim que à conheço
É assim que à amo...me apaixono
Você é abusada
Me abusa
E eu respondo
-Sim...deixa comigo
Eu gosto...reclamo...mas gosto
De ti...
Dessa sua mania de querer mandar
Dessa minha mania de te obedecer
Mas quando deixo de ligar
Mas quando digo não à você
Você questiona
Você reclama
Você me ama
Choroso e Pomposo
Soam cordas de um violão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão
A cada colcheia
Sentia uma pontada
Sentia uma facada em meu coração
Aquela escala tinha seu nome
Os intervalos eram sonoros
Nos instantes de silencio entendia o recado
Que aquele violão não seria mais usado
Tambores tocavam em tom de trítonos
Tremores tenores de tons demorados
Deixando tomarem-nos dentro de tudo
Tocando devaneios terriveis
Dixando a tristeza tomar-lhe
Tirando a demora de bonitos acordes
Soam as cordas de um violão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão
A cada colcheia
Sentia uma pontada
Sentia uma facada em meu coração
Aquela escala tinha seu nome
Os intervalos eram sonoros
Nos instantes de silencio entendia o recado
Que aquele violão não seria mais usado
Tambores tocavam em tom de trítonos
Tremores tenores de tons demorados
Deixando tomarem-nos dentro de tudo
Tocando devaneios terriveis
Dixando a tristeza tomar-lhe
Tirando a demora de bonitos acordes
Soam as cordas de um violão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão
Cai
Cai das nuvens
De cara no chão
Sem colchão
Ferrei o naris
Sangrava
Cai da cama
Você me empurrou
Ferrei a coluna...doeu
Mas você me puxou de volta
Me abraçou...beijou meu pescoço
E disse que não se deixa uma dama sozinha na cama
Cai em mim mesmo
Que caio demais
Caio sozinho
Tropeço em meu próprio tornozelo
Tropeço na barra de minha calça
Tropeço em meus próprios medos e desesperos
Cai das nuves porque sonhei acordado
Cai da cama porque senti medo de estar ao teu lado
Cai do penhasco quando entendi o que senti por você
Cai na solidão quando você me disse que não me amava
E que era só um...um de cada noite
De cara no chão
Sem colchão
Ferrei o naris
Sangrava
Cai da cama
Você me empurrou
Ferrei a coluna...doeu
Mas você me puxou de volta
Me abraçou...beijou meu pescoço
E disse que não se deixa uma dama sozinha na cama
Cai em mim mesmo
Que caio demais
Caio sozinho
Tropeço em meu próprio tornozelo
Tropeço na barra de minha calça
Tropeço em meus próprios medos e desesperos
Cai das nuves porque sonhei acordado
Cai da cama porque senti medo de estar ao teu lado
Cai do penhasco quando entendi o que senti por você
Cai na solidão quando você me disse que não me amava
E que era só um...um de cada noite
domingo, 5 de julho de 2009
72º Concurso de Poesia PORIBIDO PROIBIR.
Ae pessoal...Estou aqui para anunciar que ganhei o 72º Concurso de Poesia da Comunidade PROIBIDO PROIBIR do orkut!
Ele já foi postado aqui, mas estou postando novamente para que não precisem ficar procurando.
Ai está!
Mortes de um Aprendis
Eu só não paro de voar
Pois tenho medo da aterrissagem
Da experiência
Que nunca vivi
Eu só não paro de chorar
Pois não conheço a tranquilidade
Pois tenho sonhos de amizade
Confundida no amor
Eu só não paro de sonhar
Pois tenho medo de acordar
Me deparar com outro mundo
E descobrir um novo eu
Eu só não abro meu coração
Pois não conheço a solidão
Pois quem ama se sente só
Só por não estar perto de quem se ama
Eu só não ligo para você
Pois tenho medo de sua voz
As vezes seca, as vezes fraca
Quando fala comigo com tom cansado
Eu só não acabo comigo mesmo
Pois tenho medo do que virá
Pois tenho medo do que serei
Pois tenho medo de ficar longe de meus medos
Eu sei que assim não vivo vida
Eu sei que a vida não se vive assim
Eu sei que vivo serei feliz
Mas vivo mortes de um aprendis
Que apenas começou a viver.
Pois tenho medo da aterrissagem
Da experiência
Que nunca vivi
Eu só não paro de chorar
Pois não conheço a tranquilidade
Pois tenho sonhos de amizade
Confundida no amor
Eu só não paro de sonhar
Pois tenho medo de acordar
Me deparar com outro mundo
E descobrir um novo eu
Eu só não abro meu coração
Pois não conheço a solidão
Pois quem ama se sente só
Só por não estar perto de quem se ama
Eu só não ligo para você
Pois tenho medo de sua voz
As vezes seca, as vezes fraca
Quando fala comigo com tom cansado
Eu só não acabo comigo mesmo
Pois tenho medo do que virá
Pois tenho medo do que serei
Pois tenho medo de ficar longe de meus medos
Eu sei que assim não vivo vida
Eu sei que a vida não se vive assim
Eu sei que vivo serei feliz
Mas vivo mortes de um aprendis
Que apenas começou a viver.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Sonatas ao Luar
Achei
Uma verdade em suas mentiras
Um passa-tempo em seus afazeres
Você gosta de amar
Mesmo não amando
A quem a acompanha
Você o ama de amor passageiro
Você o quer no surto de querer
Mas espera que um dia o amor piloto a alcance
E que a leve a um universo de belas canções
De lindas sonatas ao luar
Sonatas ao luar
Um piano toca
Oitavas se desmancham a cada período
Os intervalos são chorosos
A cada tríade encontro a razão de te amar
Você me amou
Daquele jeito
Passageiro
Sou o passageiro que vai e vem
Que volta a tomar o mesmo rumo
Sem rumo
Sou um velho amigo
Um velho passageiro
Que toca as mesmas Sonatas ao Luar.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Simplesmente Complexa Demais
A vida toda, buscando respostas
Buscando uma forma de criar outra fórmula
A vida é simples para aqueles que sabem
Que é complexa demais para se entender!
E que com vidas e vidas de experiência
Entendemos o que realmente é viver.
Repensamos em cada ato
Sentimento
Desabafo
Repetimos cada erro
Cada medo
Cada passo
Penso que não existe um ponto final
Penso que a vida é um "etc"
Espero que sem conclusão
Pois a conclusão é fim
E uma vida com um fim
É uma vida que acabou antes de acabar
Ela é interrompida, para todos
Não deve ser deixada, preparada
Mas não tente entender tudo
Tudo
A vida é simples para queles que sabem
Que é complexa demais para se entender!
domingo, 28 de junho de 2009
Louca Sanidade
Sempre achei que minha loucura fosse a prova de minha sanidade
Sempre achei que os céus fossem terra e que a terra nosso coração
Cultivando-o e alimentando-o com emoções emancipadas por nossa razão
Louca sanidade de uma sábia razão
Que não se emociona com sua aptidão em achar que sabe tudo
Canso de pensar no que sinto por ciclano
Ciclano existe e está a meu alcance
Mas meus contos de fadas me dizem que aventuras precisam ser vividas
Para a verdade finalmente ser dita
Quando estou apenas me escondendo em minha criança mal educada
As loucuras ficticias, fantasias de viver
Meus amados sonhos lindos, esse meu medo de vencer
Vencer os véus que cobrem o Olimpo
Que abriga minha história
Cheia de vitórias e derrotas
Um passado enfeitiçado
Por mim
Que se nega a acreditar
Que o passado se deu fim
As loucuras reais, dia a dia de matar
Canso horas de te olhar
E não canso de sonhar
Essa minha Louca Sanidade
Sempre achei que os céus fossem terra e que a terra nosso coração
Cultivando-o e alimentando-o com emoções emancipadas por nossa razão
Louca sanidade de uma sábia razão
Que não se emociona com sua aptidão em achar que sabe tudo
Canso de pensar no que sinto por ciclano
Ciclano existe e está a meu alcance
Mas meus contos de fadas me dizem que aventuras precisam ser vividas
Para a verdade finalmente ser dita
Quando estou apenas me escondendo em minha criança mal educada
As loucuras ficticias, fantasias de viver
Meus amados sonhos lindos, esse meu medo de vencer
Vencer os véus que cobrem o Olimpo
Que abriga minha história
Cheia de vitórias e derrotas
Um passado enfeitiçado
Por mim
Que se nega a acreditar
Que o passado se deu fim
As loucuras reais, dia a dia de matar
Canso horas de te olhar
E não canso de sonhar
Essa minha Louca Sanidade
domingo, 21 de junho de 2009
Vai! Brasil!
Uma nação imoral de senhores feudais
Senhores do povo e de seu dinheiro
O país da cidade maravilhosa
De morros e guetos
De vidas mortas
Este povo sagrado
Que oferta seu voto
"Brasil, um país tropical
Abençoado por Deus"
Abençoado
Esquecido
Odeio este país.
Mas é copa do mundo
Vamos torcer por nosso amado time
Vamos cantar o hino com todo o nosso coração
Vamos vibrar com cada gol da seleção
Vai! Brail!
EU TE AMO!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Morter de um Aprendis
Eu só não paro de voar
Pois tenho medo da aterrissagem
Da experiência
Que nunca vivi
Eu só não paro de chorar
Pois não conheço a tranquilidade
Pois tenho sonhos de amizade
Confundida no amor
Eu só não paro de sonhar
Pois tenho medo de acordar
Me deparar com outro mundo
E descobrir um novo eu
Eu só não abro meu coração
Pois não conheço a solidão
Pois quem ama se sente só
Só por não estar perto de quem se ama
Eu só não ligo para você
Pois tenho medo de sua voz
As vezes seca, as vezes fraca
Quando fala comigo com tom cansado
Eu só não acabo comigo mesmo
Pois tenho medo do que virá
Pois tenho medo do que serei
Pois tenho medo de ficar longe de meus medos
Eu sei que assim não vivo vida
Eu sei que a vida não se vive assim
Eu sei que vivo serei feliz
Mas vivo mortes de um aprendis
Que apenas começou a viver.
Pois tenho medo da aterrissagem
Da experiência
Que nunca vivi
Eu só não paro de chorar
Pois não conheço a tranquilidade
Pois tenho sonhos de amizade
Confundida no amor
Eu só não paro de sonhar
Pois tenho medo de acordar
Me deparar com outro mundo
E descobrir um novo eu
Eu só não abro meu coração
Pois não conheço a solidão
Pois quem ama se sente só
Só por não estar perto de quem se ama
Eu só não ligo para você
Pois tenho medo de sua voz
As vezes seca, as vezes fraca
Quando fala comigo com tom cansado
Eu só não acabo comigo mesmo
Pois tenho medo do que virá
Pois tenho medo do que serei
Pois tenho medo de ficar longe de meus medos
Eu sei que assim não vivo vida
Eu sei que a vida não se vive assim
Eu sei que vivo serei feliz
Mas vivo mortes de um aprendis
Que apenas começou a viver.
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Espelho de Duas Faces
Olho-me no espelho e vejo...alguém
Um vampiro
-Mas vampiros não tem reflexo!
Oras...
Vejo um vampiro no espelho
Dou a volta neste espelho
Conto passos
Tento olhar-me novamente
E com arrepios
Observo alguém desconhecido
Neste espelho de duas faces
Dormem sonhos conturbados
Mistérios inacabaveis
De uma vida sem reflexo
Neste espelho de duas faces
Conto rosas cheias de espinhos
Perfurando-me...pouco a pouco
Chegando a carne...sangrando
Suas pétalas me sufocam...fico sem ar
Tudo começa a escurecer...pouco a pouco
E finalmente
Depois das dores naturais
Consigo me ver no espelho
Consigo indentificar o pobre espirito que ali aparece
Sem corpo...sem vida.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Caixa de Papelão
Troco suas mil palavras por um abraço
Deixo de lado suas cartas para poder te beijar
Desligo o telefone e subo em um ônibus
Faço de tudo para poder lhe acompanhar
Ouço mil promessas enquanto penso nas surpresas que lhe farei
Canto versos lindos escondendo o buquê de rosas
Corro 1000 quilometros tentando chegar antes de você
Para que eu possa te mostrar aquele vestido que você sempre quis comprar.
Mas nem tudo são caricias
Nem tudo é amor
Nos conflitos do dia a dia
Quero te mostrar quem sou
Sou um amante cruel
Enciumado e venenoso
Vingativo e curioso
Sou como qualquer outro apaixonado
Amando
Crio espectativas de ouvir de você palavras vãs que lemos em livros
Não aas ouço...na verdade...não as quero
Quero-te apenas para saber que existo
Quero-te somente ao meu lado
Abraçados
Esperando a vida acabar
Aproveitando o tempo que nos falta
Sem importar o lugar
É eterno
Para sempre...eterno
E se talvez, no futuro, isso venha a acabar
Saiba que de uma forma ou de outra
Será eterno...nas lembranças de um porta-retratos
No fundo de uma caixa de papelão
Isolada de mim a alguns anos...quem sabe até decadas
Mas o passado, não existe...existe o presente que, constantemente muda
E nos deixa acompanha-lo onde quer que vá
-Queria...Vamos tirar uma foto?
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Comodidade
Por que?
Discurso da vida
Insatisfação
-Está tudo errado
-Não deveria ser assim
-Faça isso e não aquilo...NÃO..aquilo
Por que?
Nas diferentes mudanças do dia a dia
Para o bem ou para o mal
Você provoca
Invoca
Ofende
Pra que reclamar tanto?
Não basta aceitar o que vem para melhor
As vezes até o que vem para pior
Um jardim não é feito apenas de rosas
Tem grama e alguns insetos
Imperceptiveis...mas estão lá
As falhas da vida também existem
Existem para completar o que nos falta
Pra que reclamar tanto?
Sem razão
Sem nem ao menos entender o motivo dessa sensação
Você não sabe por que se corroi de ódio
Pare de reclamar de tudo que consegue
Pare de gritar no ouvido de quem não lhe aguenta mais por perto
Pare de encher o ar com suas ideias de comodidade
Aceite algumas mudanças
Encareas como desafio e prove que pode superá-los
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Soluços
Enquanto o coração palpita
Descompassado como um músico em êxtase
Meu corpo treme
Escorrem lágrimas em minha face
Lágrimas cheias de esperanças
Lembranças
Saudades
Enquanto a mão vacila
A visão oscila
E as palavras entalam em minha garganta
Dou soluços entre choros e risadas
Dou soluços da tristeza e palhaçada
Dou soluços de engasgo das palavras
Hâp...Hâp...Hâp...
Sinestesia
Sensações diversas e completas
Complementares
Paradoxos
Amizade e rivalidade
Amor e amizade
Amor e paixão
Amor e ódio
Paradoxo e sinestesia
São soluços
Que icomodam a quem quer que seja
Mas é para seu bem
Droga...tô com soluço....
Hâp...Hâp...Hâp...
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Caixa de Pandora
Pensamentos e pensamentos me atrapalham os pensamentos
Devaneios sobre o passado atrapalham algumas lembraças
Restringindo minha vida a curtos períodos de vida
Onde fico esperando a gravidade ficar contrária
Torço pra que a terra gire no sentido contrário
Que o sol se apague e que a lua me sustente
Espero que os mares cubram a minha cabeça
E que crie guelrras pra aprender a conviver em outros meios
Olho para baixo tentando encotrar nuvens
Tenho impressões de que elas estão ao meu redor
Da minha boca saem palavras belas...mortas
Prontas para serem escritas na lápide de um indigente
Radicalmente afastado do mundo
Rompendo a barreira da solidão
E assim começo a viajar dentro de uma pessoa insuportável
Um eu que está começando a me prejudicar
Mas que todos tem em comum
Cada um com sua Caixa de Pandora.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Amor de Sempre
Amor de manhã
Saudade do sono
Amor do café
Saudade de um bolo
Amor de almoço
Saudade de sua companhia
Amor de tarde
Saudade de verdade
Amor de noite
Ansiedade pelos sonhos
Amor de vida
Vontade de morte
Amor de morte
Saudade da vida
Amor de irmão
Disputa o que se divide
Amor de Pai
Amigo demais
Amor de mãe
Eu tenho saudades!
Parafuso
Um parafuso caiu
Afrouxando minhas ideias
Fazendo fixar-me
Em alguém que me seduziu
Está com defeito
A rebimboca da parafuseta
Alguns fuzis queimados
Estou um pouco desregulado
Perdi o controle
Já não posso mais direcionar meus movimentos
Alguns comandos se foram com o tempo
Talvez corra o risco de enferrujar
Eu vou ao médico
O diagnóstico é preciso
Só um pouco de óleo e uma chave de fenda
Algo para me concertar
Mas apesar de todo o trabalho manual
Ainda estou quebrado
Talvez uma válvula
Talvez um interruptor
Talvez meu coração apaixonado esteja corroído!
sábado, 16 de maio de 2009
Asas de Gelo
Tenho asas de gelo feitas no inverno
Pesadas, inutilizáveis.
Tenho sonhos amargos como um café velho
Tenho blusas de lã mas continuo com frio
Nos pensamentos sombrios afastados da luz
Abraçando passados
Porta retratos
Velhos poemas
Atrasado no tempo
Sussurrando conversas e velhas piadas
Lhe contando histórias que ja ouvistes
Provocando resmungos de uma alma aloprada
Que tanto sente a falta da viva vida que vivia.
Assoprando os lençóis
Provocando movimentos
Algum sinal de vida
Do que se foi com o tempo
Chamando por nomes que não são presentes
Procurando pessoas que estão dormentes
Solitário
Obcecado em mudar o curso do relógio
Amanhã não existe
Só o ontem importa
A prova de minha vida
Está sobre a estante
Acumulando pó
Decompondo-se com o tempo
Assim como eu.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Por Uma Noite Me Casei
Sapatos virados
Roupas atraz da porta
Luz acesa vinte e quatro horas
Amargo café
O sorriso sincero
Tremedeiras no teto
Noites vívidas
Palavras implacáveis
O matrimonio me visitou
Por uma noite me casei
Apenas uma noite
Fui rei
Conheci meus filhos, netos e noras
Por uma noite me casei
Apenas uma noite
Conheci Pasargada
Conheci Neverland
Conheci o Édem
Conheci o Paraíso
Conheci você
Cercados por vivas paredes
Desprendidos de valores brilhantes
Entretidos em nossa lua de mel
Casados
Por uma noite me casei
Apenas uma noite
Me pergunto se foi real
Se esse sonho soi surreal
Se essa história tem mais capítulos
Me pergunto
-Qual é seu nome?
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Eternos Adolescentes
Somos
Fomos
Seremos
Eternos adolescentes
Perdidos
Amantes
Sofridos
Em cada ser existe um velho ser
Existe um jovem que não quer ser
Existe um resquicio do que um dia você pode vir a ser
Um ser que não sabe quem é
Que não sabe quem quer ser
Somos eternos adolescentes
Os mais velhos, mascarados
Os mais jovens, escondidos
Os autênticos, vívidos
Reclamões
Amantes dos amores que ja não são mais amados
Amados por amores que ja não devem ser amores
E na confusão dos versos de um poema
Percebemos a cabeça de seu autor
Que não passa de um eterno adolescente
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Tanta Perseverança
Tenho flores para demonstrar o me amor
Dou-lhe mundos para conquistar seu coração
Digo versos como quem ama de paixão
Cultivo rosas para entregá-las a você
Penso nas noites que poderíamos compartilhar
Nas belas histórias que gostaria de me entregar
A chama da vida está aqui para queimar
O coração de quem gosta de amar
Amei a muitas
Amei você
As rosas colhi
E a ti entreguei
Você as olhou
Me disse não
Virou as costas
Me disse não
Corri pra casa e me deitei no quarto
Senti no peito aquele sentimento amargo
Sentei no chão
Peguei o violão
Compus cinco versos
E caí no chão...
De tanto rir!
-Me declaro com corações saindo pelo pescoço!
-Me depado com maldições que estalam na garganta!
-Me disseram muitas vezes que eu sou um bom moço!
-Mas vá paro raio que o parta com tanta perseverança
-Em me dizer "não"!
terça-feira, 12 de maio de 2009
Feras Almas
Envolvido por uma claridade cheia de sombras
Um lampejo de sol ofuscado por Feras Almas
Foi embora a glória do bom rebanho
Que como dizia Alberto Caeiro, era meus pensamentos.
E só ficaram as ovelhas negras
Feras almas me dizem palavras fúteis
Deixar de lado o que quero viver
Pois desse modo, paro de sofrer
Palavras fúteis que saem de bocas amargas
Pensamentos mórbidos daqueles que tem a mente vazia
Onde opera a infinita Oficina do Diabo Ltda.
Empresa construída desde sua primeira contradição
Feras Almas acorrentadas em vosso peito
Feras Almas carnívoras do coração
Feras Mentes que caem na armadilha
Feras Bestas que me querem ao chão
Afasta
Fera
Feia flor, doce aroma
Sedutora de covardes
Simples medo da verdade
Agonia da saudade
Sempre em busca do passado
Sonho é mera semelhança
Da irreal realidade.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Os Monstros de Estimação
Entalado
Entupido
Estúpido
Estrondoso
Enjaulado
Emotivo
Esquisito
Embutido
Embaraçado
Esquisofrenico
Quero abrir a torneira de meu coração
Quero que caiam cachoeiras de lágrimas e razão
Quero esvaziar a represa que me afoga os órgãos
Quero sair do buraco que pulei acidentalmete
Estou tentando escalá-lo, mas é parede de limo
Úmida, viscosa e gelada
Me lembram algumas palavras
Ein
Zwei
Drei
Vier
Fünf
Sechs
Sieben
Acht
Neun
Zen
Conto até dez sem que muitos que entendam
Em mim escondo monstros
Bizarros
Alados
Malvados
Amantes
Amados
Amores passados
Peregrinos
Galanteadores
Bobocas
Bonzinhos
Bêbados
Em mim vivem fadas
Bruxas más
Duendes verdes
Bonecos de madeira
Elefantes orelhudos
Gênios
As vezes sinto como se dentro de mim também existisse a Garganta do Diabo
O Monte Everest
Mas o que mais quero encontrar dentro de mim
A Luz do fim do Túnel
Aquela luz que sinaliza o fim do caminho na escuridão.
domingo, 10 de maio de 2009
Interiorano
Descendo uma ladeira de bicicleta
O mp3 ligado
O freio quebrado
A certeza de que chegarei em casa
Correndo as três e meia da madrugada
Ligando para números familiares
Conversando em vóz alta no meio da praça
Tentando achar uma pizzaria aberta
Movendo-me vagarosamente
Na tranquilidade de um acervo de natureza
Acompanhando a pacifidade e a harmonia dos seres vivos
Apaixonado pelo que vive
Indo de um ponto ao outro em quarenta e cinco minutos
Visitando a cidade com a companhia do Oscar Canhar
Clareando as ideias com um nítido verde
Caminhando entre folhas de palmeira e castanheiras
Colhendo flores do quintal
Recebendo alguns raios de sol
Assim é como vivia um interiorano de São Paulo
Assim era minha vida antes da capital.
Cidade e Cerrado
Devo deixar de dobrar o meu tempo?
Devo partir em busca de outro relevo?
Devo sair das manifestações do relógio?
Devo tentar me guiar pelas entrelas?
Cidade e cerrado
Carro e cavalo
Cigarro e cigarra
Fritas e frutas
Aqui ouço carros, os bichos de lata
Aqui cheiro fumaça, poluentes em massa
Aqui como fritas, calorias que irritam
Aqui bebo água, envenenada e encanada
Lá ouço cigarras, bichos do mato
Lá cheiro flores, aromas diversos
Lá como frutas, direto do pé
Lá bebo água, da nascente vizinha
Metais para os lados, em cima e embaixo
Fios que me enrolam quando tento segui-los
Árvores com pássaros, cantando para as nuvens
De noite vejo estrelas, sem fumaça que as cubra
Devo deixar essa cidade imensa?
Devo ficar com minha casinha de madeira?
Devo trair os tijolos e o concreto?
Devo deitar-me na grama com os insetos?
Pião e Tempo
O passado foi meu penultimo passo
Pois meu ultimo esta sendo dado neste instante
O presente não é o meu agora
Pois é o que sou daqui a um segundo
O futuro não se sabe quando é
Pois o amanhã pode ser tão passado quanto ontem
Os dias são todos iguais
A diferença é a sua criatividade
Os meses passam de forma variada
Alternando entre trinta e trinta e um, só para nos confundir
Os anos passam sem que percebamos
Um suspiro meu e se foi uma decada
A vida é simples como um pião
Que gira ao lado de outros
As vezes se chocam
As vezem vão estão na mesma direção
As vezes até na mesma velocidade
Mas sempre com toda a sua complexidade!
sábado, 9 de maio de 2009
Um Feliz Dia das Mães
Tenho saudades
De um tempo que não irá voltar
Eu posso buscar
Certamente irei tentar
Mas é impossivel o passado viver
Tenho saudades
De uma vida que se foi contigo
De uma vida que foi a melhor
De um passado que ja é passado
Eu tenho certeza que não voltará
O mundo da voltas sem nos deixar voltar
A vida tem ares de quem quer brincar
Queria conversar mais uma vez
Esteja onde estiver, queria ver você
Espero que eu esteja me saindo bem
E quero que você sinta orgulho de mim
Obrigado pelas noites de conversas em branco
Obrigado pela vida que não ficou em branco
Obrigado por permitir que eu esteja aqui
Espero te encontrar mais uma vez
Obrigado, mãe!
Cupido
Porque?
Depois de tantos amores
Passados
Presentes
Futuros a você
Não consegui lhe esquecer
Porque?
Depois de mudanças drásticas
Dramáticas
Não consegui me mover
Alguns versos bonitos
Algumas noites atrasados
Deixando que nos esperacem
Só pra ficarmos mais um pouco a sós
Alguns rumores aqui
Outros ali
Sua confirmação
Me deixou tão só
Peço um abraço apertado
Um abraço de amigo
Um abraço de amante
Sou um eterno amante
Apaixonado
Amo amar
Amo sonhar
Mas agora preciso ser amado
Preciso ser apaixonante
Pelo menos pra compensar a dor de ser rejeitado
A dor dos amores errantes
Me erre Cupido
Por favor, me erre
Acerte um alguém cujo coração está só
E deixe o meu um pouco para mim
Estou cansado de dividí-lo
Sem ouvir um obrigado!
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Vida
Em meio a carros
Em meio a máquinas
Em meio a robôs
Cada um de nós vive
Vive sem viver a vida
E a vida passa como se não pudesse ser vivida
Quando nós é que deixamos de vive-la
A vida é curta
A vida é longa
A vida é boa para quem vive
A vida é morte para quem sofre
Depois da vida
Há outra vida?
O céu e inferno?
Depois da vida
Pra que pensar no "depois da vida"?
"Depois da vida" é viver a próxima
Viva a vida em que você vive
Viva a vida antes de morrer!
terça-feira, 5 de maio de 2009
Vidas Mortas
Olhem
O sol brilha
Está um belo dia para viver
Mas não quero
Tenho que terminar este trabalho
Tenho que concluir esse meu dia
Olhem
A lua está cheia
Está uma bela noite para sonhar
Mas não vou
Tenho que dormir cedo
Amanhã tenho que continuar aquele trabalho
...................
...................
...................
...................
Olhem
Ele morreu
Dizem que foi depressão
Será que foi por amor?
Amor?
Ele não queria amar
Ele vivia dentro de seu próprio mundo
Ele vivia com medo de viver
Ele vivia esperando a hora de morrer.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Jaula
Quatro paredes
Elas falam
Gritam
Gemem
Ao mesmo tempo
Quatro paredes
Elas me cercam
De todos os lados
Sem saída
Há apenas uma porta
Que me traz coisas que não quero conhecer
Amor
Odio
Amizade
Sofrimento
Pra que tanto sentimento?
Pra que tanta satisfação ao coração?
Quatro paredes
Elas são mais que o suficiente
Companhia para a eternidade
Talvez um dia eu as pinte
Só para variar um pouco
Mas só passarei a primeira mão
Se não gostar, posso restaurar a parede antiga
Mas espere...há um furo na parede
Um olho mágico
Mágico olho que observa o mundo
Mágico olho que me mostra ao mundo
Sou um animal
Enjaulado
Preso no submundo de paredes
Num submundo de medos e impedimentos
Vivo dentro de minha razão!
sábado, 2 de maio de 2009
Acompanhado das Almas
Sussuros
Vestígios
Lembretes
Lembranças
Cansando...exausto
Me enxergo no espelho
Sem alma
Mas ouço almas
E vejo almas
No espelho
Sorrateiras almas
Escorregam pelas paredes
Enroscam-se em meus lençóis
Enclausuram-se em meu coração
Surpreendentes seres
Compreensíveis à fantasia
Indeterminados na escuridão
Fantasmas
Mortos
Porém vivos
Vivos demais para que eu possa enxergá-los.
Estou sonolento
As almas me abraçam
No conforto do velejar em alto "ar"
Letras Atrapalhadas
Nos versos que crio
Usando sentidos
Tato, olfato, paladar, visão e audição
Na fusão de minha mente e minha mão
Crio orações
Crio maravilhas
Crio emoções
Nas letras atrapalhadas que escapam do raciocinio
Escrevo algumas palavras fora de um contexto
Falando da vida...de amores crescentes
Demonstro sofrimento...amores dormentes
Nas letras atrapalhadas que me entregam ao mundo inteiro
Falo do meu romance com meu sonho
Do meu sonho com o mundo
Da utopía que estou vivendo
Nas letras atrapalhadas que se formam em meu caderno
Leio coisas de quem sou
Leio sonhos não vividos
Leio uma vida que sonho ter
Nas letras atrapalhadas
Leio seu nome
Sinto seu cheiro
Sinto seu gosto
Ouço sua voz
E a tristeza aflora
Pois não consigo tocá-la
Amar é amar
O que é amar?
E ser amado?
O que é amor recíproco?
O que é amor platônico?
O que é amor?
Você da uma definição
Ele outra
Ela outra
Eles outra
Eu outra
Alguma esta correta?
Amar seria querer estar perto de algo ou alguem?
Amar seria desejar sempre o bem?
Amar seria a tentação a prazeres carnais?
Amar...
Como diria o bom e velho Mario de Andrade
Amar, Verbo Intransitivo!
Concordo...
Amar é amar...por si só!
Sem complementos e explicações
Amar é amar...por si só!
Você ama porque ama
Sem desculpas
Não se ama por isso ou aquilo
Se ama por amar
Por poder se apaixonar
Ama para viver o amor
Possivelmente um instindo natural
Não pode ser calculado
Nem decidido
Nem adivinhado
E muito menos entendido
Amar é amar...por si só
Perguntei se me ama
Você disse que não
Mas como saber?
Nem teve a chance de descobrir
Nem eu de lhe mostrar meu amor
Amar é indefinido, mas pode ser evitado
E você evitou o meu amor
Amar é amar...por si só
Complexo
Incompreensível
Vivido
Chorado
Precipitado
Perdido
Imaginado
Temido
Um paradoxo
Amar é amar...por si só.
Improviso
Descobri que meu maior erro foi ter medo de errar
Tenho apenas dezesseis
Quem pode me jugar
Se acerto sou melhor?
Se erro sou criança?
E quem disse que é ruim ser criança?
O único que me julga sou eu
Exijo de mim coisas desnecessárias
Coloco-me sobre uma pressão inexistente
Sinto-me enforcado por minhas proprias mãos.
Não conheço a liberdade de forma literal
Vivemos fazendo escolhas que nem sabemos direito seus sentidos
Tentamos imaginar consequências para nossos atos
Mas cada ação traz uma reação, de acordo com o acaso.
Você pensa no que sente por mim
Você pensa no que sentiu por ele
Imagina quais serão as consequências dessa escolha
E se baseia no passado
Passado esse em que nao estive presente
E ele esteve contigo
Mas esse tempo não tem volta
O futuro é a sua arte
Sem planejamento ou dedução
É tudo um grande improviso
Um grande espetáculo de Jazz
Onde você é o solista principal
Dita o tom, dita o ritmo
E com delicadeza ou ferocidade
Realiza seu solo
É tudo um grande improviso
Não se preocupe em tocar um Sí bemol na escala de Dó
As escolhas devem ser como a música
Objetivas, determinadas
Mas principalmente livres
E como a música, interagindo com sua sensibilidade
Sem a preocupação de escorregar os dedos pelas escalas
E no dia que me livrar do meu "Eu Juiz"
Me tornarei uma criança na frente de um piano
Que bate nas teclas sem o medo de não agradar.
Processo Inverso
Me apaixono antes de me tornar amigo.
Odeio antes de te conhecer.
Procuro sempre um sentimento mais profundo, sem ter passado pelos primários
E são os que se transformam em complexidade.
Sentimentos complexos são aqueles que conseguimos decifrar em segundos
Porém esses segundos são enganosos
Os sentimentos complexos nos dão uma face obvia
E nos esconde a face real.
A saudade não é apenas um sentimento de falta
É também a estrada para o entendimento de muitos outros
As tristezas não são apenas feitas de lágrimas
São também razões que nos levam a entender um mundo de ilusões.
E assim vão os corações em rebuliço.
As almas que se desgarram.
As mentes que se desgastam
Os beijos que não se acabam
As manias que nos viciam
Os abraços de amigos apaixonados
A decisão que certamente está errada
Aquele cíume que te da prazer
Aquela pessoa que você achou que queria conhecer
Os amores passados que pensamos ter esquecido.
A cegueira e o espanto que nos causa espasmo.
E assim acho uma definição interessante para todos nós.
Definição que é o contrário do que imaginamos.
Somos todos o processo inverso.
Lírio
É outono
E as árvores frondosas deixam de ser frondosas
Perdem toda a sua magia e esplendor
Passam a ser árvores comuns.
É outono
Transições climáticas
Mudanças no tempo
E porque não no coração?
São aprendizados da vida
Coisas que nos ensinam a ser pessoas melhores
Coisas que nos mostram a realidade sem fadas
São as chances de amadurecer, são as derrotas que nos ajudam a crescer.
É outono
Aos poucos observei as folhas se separarem de seus ramos
Mas estava tão encantado com a magia que havia me aprisionado que não percebia as mudanças no clima.
Logo mudamos novamente de estação
E dessa vez, espero encontrar um perdido Lírio no inverno.
Voltas
Nao sei se te chamo de covarde ou prevenida
Nao sei se te amolo mais com minhas lorotas de amor
Você diz que nao sei e se faz que nao sabe
E me deixa de um jeito sem saber a verdade
Ousei te amar, ousei tentar
Voce se agarra ao muro e nao quer sair do chão
Quando tento te puxar, voce tenta me empurrar
E magoa meu coraçao
Quem foi que disse que o seguro é o melhor?
Quem foi que disse que o segredo é ser pequeno, sem a vontade de sentir o que a vida nos permite sentir?
Quem foi que disse que eu sou arriscado, que serei uma lembrança?
Quem foi que disse que meu amor nao tem garra e gana, lucides e convicção, amizade e paixão?
Quero saber, diga de uma vez
Se tua coragem te esconde ou se teu medo é você
Incrivel como o mundo dá voltas
Incrível como você me deu voltas
Eu tenho
Eu tenho caras
Eu tenho bocas
Eu tenho vozes
Eu tenho olhares
Milhares deles, pra cada momento, sentimento.
Com você, é p sorriso sincero
O olhar mais belo
A voz mais doce
Com você eu descubro quem sou
Em que mundo estou
E quem gostaria de ser
Os dias passam, penso que estou sozinho.
Mas você me persegue.
Mesmo em outras situações, com outras.
E no findo daquela tela de cinema, abraçado com outra garota, vejo o seu sorriso, sinto o seu [sorriso, e a saudade de você.
Aprisionado
Preciso gritar eu te amo para quem quiser ouvir.
Preciso correr uma maratona do começo ao fim
Preciso sentar e colocar as cartas na mesa
Preciso pedir socorro para o eu que eu não conheço
Medo de errar, medo da dúvida
Medo da vida, medo da verdade e da mentira.
Estou sentindo o cabresto apertado em meu rosto
Impedindo minha visão para além do horizonte
Para além do eu e do tudo
Sinto as cordas apertadas em meus pulsos
Me impedindo de toca-la
Sinto as correntes pesando em minha perna
Me impedindo de chegar até você
E o pior é saber que sou eu quem me aprisiono
Eu quem estou me impedindo de chegar ao Édem.
Macaco
Parem de me comparar com um macaco
Não que eu seja melhor do que ele
Eu me destruo, ele não
Eu raciocino, ele não
Mas eu sinto o mundo
E ele não!
Eu amo
Eu choro
Eu vejo o nascimento e a destruição
Eu passo por amores pelos e tristes
E ele não!
Concordo que temos semelhanças.
Eu quero o prazer carnal
Eu quero ser livre
Eu quero estar rodeado de semelhantes
Eu o invejo
Ele é livre para pensar, ou não, enquanto eu só tenho uma escolha
Ele é rodeado de semelhantes, sem o problema da desconfiança
Ele é livre, eu estou preso em um sistema
Mas parem, parem de me comparar com um macaco
Ele não merece tamanha ofensa!
Forma
Para tudo existe uma forma
Uma forma para o mundo
Uma forma para mim
Uma forma para você
Hoje, estou desta forma
Hoje, estou nesta forma
Tento achar sua forma
Seu molde de existir
Seu molde de pensar
Mas procurando nos calabouços do meu eu
Não acho uma forma, e sim muitas delas
Cada uma com um desenho, explicação
E me perco tentando identificar-me com alguma delas
Conheço apenas uma de suas formas
E quero ajudá-la a conhecer suas formas.
Ps:Neste poema há uma pequena brincadeira com a nova regra ortográfica. O acento circunflexo existente na palavra "Forma" agora é opcional, permitindo-lhe que leia de duas maneiras diferentes.
Platônicos
E as lagrimas escorregam por sua face
Caem no colo proximo
Encosta-se no ombro amigo
E é ai que morrem as paixões
E é ai que nascem os amores
Platônicos
Jardim Paralelo
Das flores do jardim
Das rosas e tulipas
Das cores que se misturam
Um arco-íris de beleza
Estupenda maravilha da natureza
Magnífica...Adorável
A grama que nasce no canto do muro
Os insetos que nesse jardim habitam
O sol que brilha e da vida a esses vivos
A vida existente nesse cantinho do mundo
Nesse cantinho de terra
Um mundo a parte
Um universo paralelo
Sim...Juventude
Fera indomavel
Juventude?
Sim...juventude
Precipitados
Loucos desgovernados
Apaixonados
Despreparados para a vida
Sim...juventude
Inofensivos
Juventude?
Sim...também
Carentes
Constantemente apaixonados
Medrosos
Solitários
Pouco solidários
Egoístas
Juventude?
Sim...juventude
Eu?
Sim...juventude.
Precipitado
Pulei no abismo
Rompi o tempo exato
Escalei a montanha durante cinco minutos
Corri quilometros antes de entender tudo
Iniciei uma jornada despreparado
Plantei esperanças em terra duvidosa
Ingeri magoas ácidas
Tentei a sorte
Antes mesmo de apostar
Deveria ser mais calculista
Omitir os sentimentos por um tempo, e como diz a mensagem, não ser precipitado.
Incompreensível
Desta vez nao sei definir
Se é um vazio
Se é um alivio
Se é amor ou se é o arrependimento
Incompreensivel
Não consigo entender
É estranho
Antes eu te via e chorava de felicidade
Agora te vejo e me sinto entranho
Sem a certeza de qual adjetivo
Talvez cem a adjetivos
Um sentimento indeterminado
Felicidade?
Tristeza?
Incerteza?
Inconformismo?
Realmente...não entendo.
Fico febril quando penso sobre isso
Pois as lembranças me tomam corpo e alma
Tanto as boas, quanto as más
E enquanto as boas se misturam com as más, meu coraçao se expreme
As lágrimas escorrem por minha face
Minhas mãos tremem
E você aparece em um espelho
Rachado
Deformado
Incompreensivel
Assim como meus sentimentos.
Falta
Se você esta confusa
Imagine eu
Que a vejo com a mão do compromisso
Copromissada
Enquanto a minha
Livre
Sem querer.
Se você tem dúvidas
Imagine eu
Que a via como amiga
E agora é amiga do coração
Com outra conotação.
Se você não sabe o que quer
Eu sei
Te quero
Te vivo
Te amo
E quando vejo sua falta
Sinto as duvidas crescerem
Sinto as confusões crescerem
E sinto muito mais o meu querer
Crescer.
Mas rendo-me as paciencia
Que é a virtude dos vitoriosos
E somada a persistencia, há de vencer.
Só espero que suas duvidas logo se dissipem
Que suas confusões se resolvam.
E espero mais do que tudo
Que seja eu
A solução
E o seu querer.
Uma Vida
Tenho doze
E estou apenas começando a ver as coisas
Começando a sentir as coisas
E sinto que sinto amor
Mas não tenho certeza.
Tenho dezesseis
E ja conheço a vida toda
Ja vivi tudo e senti tudo
Sei o que é amor
E a todo tempo estou apaixonado.
Tenho vinte e cinco
E não sei se fiz a coisa certa até hoje
Não sei se mereço o que tenho hoje
Não tenho ideia do que poderia ter se não tivesse feito isso ou aquilo.
Tenho trinta e três
Tenho um filho...belo, forte.
Tenho uma vida pela frente e muita coisa para fazer.
É bom amadurecer
Sou maduro
Tenho quarenta e cinco
Vivo bem com minha mulher
Meus filhos estão na faculdade
Tenho tudo que sempre quis
E não me arrependo de meus erros.
Tenho sessenta
Tenho netos lindos
Tenho filhos responsáveis
Tenho uma vida memorável
E nunca a esquecerei
Tenho oitenta...e não tenho
Ja "morri"...mas estou aqui...no seu coração
Nas suas lembranças.
Não te deixei...nem você me esqueceu
Tenho muitas respostas...e muito mais perguntas
Tenho você sob o meu olhar todos os dias
E isso foi o que quis a vida toda...mas não consegui.
Renasceu
Acabo de sentir
Renasceu
Com a força e a furia dos oceanos
Com a intensidade do vulcão
Renasceu
Uma musica
Uma foto
Fizeram renascer algo que imaginei estar morrendo
Ou morto
Renasceu
E lembranças estao tentando me dominar neste instante
Com a ferocidade de um animal selvagem
E a sutileza de um animal selvagem
Renasceu
Assim como Jesus no que chamamos de Páscoa
Agora posso ter um motivo pra comemorar tal dia
Pois em mim ,outra coisa renasceu
Você.
Vida Urbana
O encontro de todos os dias
São frios...secos
Eu os olho e os reconheço
E não conheço
Na frieza da vida urbana
O toque gelado
Os olhares cruzados
Nenhuma palavra, nem gesto.
Gritos de tristeza em mim
Seres iguais, separados por algo
Algo que não existe
Criado pelos seres
Chuva da tarde
Todos abrigados sob a mesma tenda
Nenhuma palavra
E as vezes, nenhum olhar.
Ps:Este poema foi publicado no Jornal do Colégio 3 de Maio, o C3 News.
Ninho Perdido
Vi a luz no fim do tunel
E as pedras rolarem para fechá-lo
Vi os mares recuando na calmaria
E voltarem com força máxima
Vi você me chamando bem de longe
Chego perto e a vejo tão distante
Quero colo, quero carinho
Quero amor, quero voltar ao meu ninho
Perdi-o a tempos
A mais ou menos uma vida
E o que poderia ser meu novo ninho
É agora um ninho de magoas e de aflição
Desapontamento comigo mesmo
Por ser tão idiota e egoista ,achando que seria fácil.
Quero morrer de amor
Mas agora, tenho medo de me machucar mais
Antes os cacos não me cortavam
Mas agora, não paro de sangrar
Quero viver em risco
Mas estou com medo de cair
Quero estar contigo
Mas sinto vontade de fugir.
Anseios e Culpas
Tac das horas
Não percebo o quanto se passou
Fico pensando em quem sou
E em como tu demoras
Tu não me achas e minha alma se devora
Com o medo que me achou
A dúvida que voce deixou
Se virás ou se iras embora
O amor que deveras sinto
Pode ser isso que digo
Ou pode ser só algo que minto
O medo que trago comigo
Pode ser a culpa de Apolo para com Jacinto
Pelos sentimentos que não são de amigo.
Olhar Estrelas
No fim de semana
Agonizo de saudades
E fico a olhar estrelas
Contemplo os céus e a lua
Sua face clara ,seu brilho
Lembranças me percorrem por inteiro
Como uma brisa de verão
Uma brisa que me relaxa
Mas que me lembra sua falta
Nos dias de nuvens ,fico triste
Parece que as lembranças ficam embaçadas
O brilho é menos intenso
As estrelas estão apagadas
Mas basta um sopro
Um sopro
Pra que estas nuvens se vão
E voltem a cintilar as estrelas
E a claridade de minhas lembranças
Sonho com o dia em que estaremos nessas estrelas
Com o dia em que esse cintilar esteja proximo a mim
Sonho em encontrar essa lua em uma manhã de sábado
E que sumam as nuvens do fim de semana.
Diálogo Imaginario
Eu e você...será?
Eu te quero...sim
Você me quer...não sei
Pode rolar?...Talvez.
Você me conhece?...sim
Eu te conheço?...sim
Porque não rola?...quem disse que não rola
Entao porque essa demora?...não sei.
Está com medo de algo...sim
De mim?...não
De que entao?...de tudo
Tudo o que?...de mim.
Quer sair hoje?...não posso.
Vai estar com alguem?...sim
Com quem?...meu namorado.
Ah ,você tem namorado né...tenho
Você o ama?...__________
Você me ama?...__________
Poesia Adolescente
Queria lhe mostrar meus poemas
Queria lhe mostrar meus sentimentos
Os poemas de um jovem apaixonado
Os poemas de um jovem ciumento
Ciumento ao lembrar das condições
Condiçoes que o impedem de deixar de lembrar
De deixar de lembrar e começar a viver
Viver o que sonha ,viver o que escreve
Adolescentes nao sabem o que fazem
Escrevem poesias de amor como se o conhecesse
Escrevem poesias de paixão como se a vivessem
E esquecem de viver o que escrevem
Juventude
Dizem ser a melhor fase da vida
Mas é a fase da incerteza ,da duvida
Do medo e das confusões
Juventude
Dizem ser a pior fase da vida
Onde seu futuro depende daquilo
E no fim será o que é agora
Juventude
Deixe-me ficar mais um pouco
Não me leve as incertezas e as confusões
Deixe o futuro em minhas mãos
Deixe que eu vivo por mim mesmo.
Árvore Frondosa
Distraio-me
Vendo aquela árvore frondosa
Que me encanta
E me carrega a outro mundo
Ó ,árvore frondosa
Tu chamas a quem merece
Encanta a quem encanta
Seduz a quem quiser
Mostra-me tua magia
Mostra-me o teu fulgor
Deixe-me conhecer seus medos
Deixe-me ajuda-la em seus receios
Ó ,árvore frondosa
Olhai teus amores ,mas escolha apenas um
Pois dos amores de que lembrastes
Será apenas um ,nem mais algum.
Se quiser podar suas folhagens
Se quiser parar de aparecer
Se quiser fincar raizes profundas
Se o amor real quiser conhecer.
Me chama
Me chama
Ó ,árvore frondosa
Me chama
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