sexta-feira, 24 de julho de 2009

Fórmula da Felicidade

Fórmula da Felicidade


Minha receita é simples
Sonho
Coragem
E um pouco de sorte

Tudo que precisamos para sermos felizes
Basta dizer pitacos e patacos
Mistura-los a uma poção divina
Chorar para que acerte
E está pronta
A fórmula da felicidade

Pelo menos é o que diz
O velho livro de receitas de um sonhador

Palavras perfeitas
Respostas previsiveis

O abraço sincero
E um beijo real
Imaginado

O mundo deu voltas
Em vez do abraço, foi um tapa
Em vez do beijo, um adeus
Quando te vejo, você se esquiva
Lá se foi, minha divina fórmula

Com palavras afiadas
Aprendi que não se medita
Não se pode prevenir
Não consigo adivinhar

Acho melhor improvisar
Talvez um olhar valha mais que um discurso
Um "Oi" mais que um buquet
Um sorrizo

Ah
Droga
Estou fazendo outra receita!
*

terça-feira, 21 de julho de 2009

Mudei

Mudei meus habitos
Mudei meu hálito
Mudei meu jeito
Mudei a voz

Mudei meu tempo
Mudei as roupas
Mudei de novo de lugar

Mudei os móveis
Mudei o imóvel
Mudei as meias
Mudei meu mundo

Mas na estante
Está a foto
Que não me muda
Nem um segundo

Cravei no peito
Um pensamento
Que não engana
Meu sentimento

Mudei meu corpo
Mudei a mente
Mas não mudei
Meu coração

Você ficou
Não quis mudar
Mesmo que de amante
Tenha mudado

Não mudei você
É o meu amor
Mas me deixou mudo
Pra quem quer que for

A próxima que me queira amor!

Sonho e Ilusão

Quero seguir meu fluxo
Quero sorrir com meus amigos
Quero pensar no agora
Quero voltar ao que foi

Vou embora daqui
Mas levarei todas as fotos e pensamentos
Vou mudar toda a minha vida
Mas não posso esquecer os números de telefone
Vou parar de chorar
Mas voltarei sempre que sentir saudades
Vou parar de pensar neste lugar
Mas enviarei cartas para saber como estão as coisas

Vou abraçar a primeira opção
Será que não é besteira?
Vouseguir por aquela direção
Antes eu sabia o caminho!
Vou fazer novos amigos
Estou traindo os antigos?
Vou ser sóbrio o tempo todo
Mas me embebedo toda vez que as lembranças vem!

Vejo em meu futuro um sonho
E em meu passado, uma ilusão

Fechei meus olhos
Rodei dez vezes
Cantei uma música
E corri sem saber pra onde

Se quebrar a cara?

Nós humanos sempre temos mais uma pra usar!

Roseiral

Andei pensando no que penso
Não penso nada a seu respeito
Acho que penso no seu peito
Mais nada vem em minha mente

Os passos calam a tua voz
O vento quente me entorpece
Me excito ao ler seu nome
Ao ver sua face lunar

Mesmo quando está de lua
Você me convence do que não entendo
Ouço promessas sem recompensas
E obedeço os seus pensamentos

Os beijos leves e tão ardentes
Os lábios fortes e tão rosados
As rosas cobrem os seus cabelos
Quanto estamos sob o manto do pecado

Caricias e marcas por todo corpo
As paredes tapam os ouvidos
Para não se sentirem tão envergonhadas
Com o roseiral em nosso manto

Caricias dolorosas no coração
Palavras falsas
Verdadeiras emoções
Sentimento preenchido
Com um pouco de perversão

Vou para casa encontrar-me com minha vida
Afinal
Sou seu amante casual.

sábado, 18 de julho de 2009

Amores Vem e Vão

Meus amores vem e vão
Com a força de um tufão
O coração já não aguenta
Cada veia se arrebenta
A cada trote do olhar
A cada beijo de flertar
As horas que passamos nus
As mentiras que não fazem jus

Os esqueletos desse mundo
Os sentimentos tão profuntos
Reviravoltas no amor
Por todas sinto tanta dor
As dores fortes em cada toque
Meus sentimentos estão em morte

Seus beijos gélidos e mal amados
A superfície de um iceberg
Muitos abraços e disparates
O coração enciumado
Traiu a sí com um olhar

Se demorou a declarar
O quanto sente por tanto amar.


Velhices

Em uma velha cabana
Dorme um velho lobo
Sábio
Sóbrio e Louco

Em um velho bosque
Vive uma árvore
Intácta
Mas já sem vida

Em meu coração está aquele velho amor
Dormente e intácto
Sábio e louco
Vivo e morto.

Batalha Épica

Carrego um fardo
Pesado e insuportável
Junto a minha espada e meu escudo
Duelando contra guerreiros e dragões
Prometendo bravuras de amor
Fugindo de minha conscinência

Minha adaga esta cega
Meu escudo está trincado
Mas aguento as flechadas com meu coração
Que sangra lágrimas
E se despedaça a cada olhar

A cada golpe que dou
Minha espada zuni seu nome
Meu escudo urra de saudade
E minhas batalhas se tornam épicas

Enfim, matarei meus medos
Conseguirei livrar-me de minhas armas
E lutar contra meu amor por você
Tentando aceitá-lo.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Aquela Garota

Aquela garota me disse seu nome
Aquela garota sempre se esconde
Aquela garota se faz de inocente
Aquela garota me deixa doente

Eu procuro um lugar pra eu poder desabafar
Pra eu poder me embriagar
Pra eu poder te levar

Passei horas ,dias procurando
Um recanto de encanto
Com tulipas tao bonitas
Que eu possa te enxergar

Sempre que você está perto eu me perco
Sempre que esta perto entorpeço
Sempre que esta perto eu não deixo
Ninguém nos atrapalhar

Mas pode ligar
Quando quiser
Eu vou te seguir
Eu estou aos seus pés
E quando você
Não me quiser
Eu mudo meu nome
Faço como quiseeeer

Relógio

A lua brilha com um sorrizo sarcastico
Cada minuto é uma eterna espera
O sono vem
E quando me deito meus pensamentos me acordam

Não durma a dias, não durmo a horas
Meu relogio é um sino a badalar
O tic-tac mais parece uma furadeira
Que não para de machucar minha alma

Sinto as feridas sicatrizarem durante o dia
E serem abertas a luz das estrelas
Elas penetram em minha carne com delicadeza
E explodem dentro de minhas veias

A brisa leve que toca o meu rosto
São calafrios de uma noite de inverno
A cada tic-tac do relógio
O despertar de uma nova ideia
Que me impede de sonhar novamente

Não sei mais o que é sonhar
Acordo de segundo em segundo
Só há tempo de chorar
Pois o relógio continua a badalar

Sempre que olho o ponteiro não se move
Ouço seu som, mas não se move
Passam-se horas e o ponteiro não se move
Eu não me movo diante deste desespero

Quando a lua decidi dormir
O sol nasce e me diz para deitar
É só com ele que agora vou sonhar
Pois a lua me traiu
Ela me fez chorar
Em meus próprios sonhos.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Meu Roteiro

Eu sou um ator
Que atura a dor
De cada amor
Ensaiado

O meu roteiro é longo
O meu roteiro é belo
Mas de tanto lê-lo
Acabo enjoando desta história

As minhas falas são contadas
No tempo certo
No tom certo
O meu ritmo está morto

O meu roteiro de amor
Mostra historias longas
Curtas
Cheias de drama

O meu roteiro de amizade
Tem dificuldades anormais
Tem belezas naturais
De um lugar morto

Mas cansei de atuar
Cansei de aturar
Tanto ensaio pra algo chato
Que me enjoa
Pois ja seu o fim

Agora
Mudemos nossa arte
Seremos atores
Improvisando
Cada fala
Cada gesto
Fazer do mundo nosso palco
E tirar aplausos desta plateia que nos vê

domingo, 12 de julho de 2009

Anjos e Demonios

Sinto um perfume
Sinto o enxofre ao meu redor
Vejo o demonio
Está chorando perto de mim

Tento correr
Mas ele segue meus passos
Tento ataca-lo
Mas meus golpes o ultrapassam

Tento fugir
No submundo da razão
Encontro anjos
Todos tentando me dar apoio

Aquele inferno
Aquele demonio
São todos espelhos
Do meu coração

Aqueles anjos
Aquele mundo
É tudo fruto
De uma situação

O demonio sou eu
Chorando fogo
Que arde os olhos
E o coração

Aqueles anjos
São meus amigos
Que me alcançaram
Antes que eu caisse no chão.

Contra-Mão

O sol ofusca
O sol chamusca
O sol derrete o meu olhar

Olhar gelado
Olhar sem vida
Olhar de um homem solitário

A lua cresce
A lua mente
A lua diz ser meu amor

O amor desmente
O amor desdenha
O amor me deixa doente

Um oi aqui
Um oi ali
Um oi sem singificado

Um tchau aqui
Um tchau ali
Um tchau com todo o significado

Te amo aqui
Te amo ali
Te amo mesmo do outro lado
De um véu escuro
Sem corrimão
Me leva direto
À contra mão

Os carros passam
Os carros param
O tempo voa sem sua função

A vida é curta
É dolorida
É sorte sua ter seu amor

Pois eu estou na contra-mão

Mil Palavras

Quanto mais o tempo passa
Mais o Tempo marca em mim
Cicatrizes incuráveis
Lembrançasamigáveis
Um tempo inviável
Que passou e não voltará

Quanto tempo o Tempo levará
Pra me dizer o que quer dizer
Eu demoro à entender
Os recados subliminares
Das poesias e olhares

Por favor, seja direto
Me explique com mil palavras
Me risque na pele
Um calendário de memórias
Pra que eu possa me localizar

Por minutos
Achei que fossem horas
Achei que tinha voltado ao passado
Achei que estava morto

Morte
O Tempo diz que não escapamos
Mas se for nosso objetivo
Um dia morremos felizes
Desde que nosso passado conduza-nos ate ali
E que mil palavras me digam o caminho
Para a felicidade
Sem remorso

sábado, 11 de julho de 2009

Um Pouco Doente

O tic tac do relogio
Ansiedade
O tempo não passa
As horas não correm
O clima ta quente
Mas mesmo assim meu nariz escorre
Sangue

Hemorragias
É só encostar que sinto dor
Todas as minhas feridas estão abertas
Toda a minha alma chora de amor

Cada passo que dou
Um osso trincando
Um corte profundo
Em meu aconchego
Em meu coração

Cado suspiro
Em vão
Meu pulmão não funciona
Minha mente me espanca
Com memórias felizes
De tempos passados

Ah
Como é bom
A doce dor da desilusão
O amargo cheiro da tristeza
Que infectou cara canto do meu coração

Ah
Como odeio
Cada verso deste poema
Cada palavra sentimental
Egoista
Excentrico

Caldeirão

Ouço um sino
O badalar de um momento
O badalar do coração
Que se quebra congelado
Frio, no relento

Sem dono, sem rumo
O coração de uma criança
Que chora por seus pais
Queria uma vida mansa

Sem sorte, cem trotes
Telefonemas enganosos
Estou eperando sinais de vida
De alguém que não me quer vivo

Disparate
Como pode você deixar de me ligar
Depois do tempo e do badalar
De nossos corações, sempre à borbulhar
Como um caldeirão de paradoxos

O caldeirão hoje é gélido
A minha sopa ja está fria
Você esfriou meu coração
E hoje como memórias
E solidão

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Sonata da Amizade

Ele está sempre comigo
Ele me ajuda no que preciso
Ele me empurra quando falta coragem
Ele é o meu melhor amigo

Distancia
Inesperada
Estou perplexo com tudo isso
Grande amigo, grande irmão
Outras vidas se vão

Eu te ajudei
Você me ajudou
Sentimento mútuo
Está é a Sonata da Amizade

Tenha certeza
Que sempre que precisar chorar
Sempre que quiser desabafar
Sempre que não souber o que fazer
Estarei aqui
Pois a amizade é a reencarnação
De almas irmãs
De uma passado desconhecido
De uma vida desconhecida

É por isso que hoje
Te chamo de amigo
Pois um dia ja foi
Meu irmão

Quero Demais

Com uma caneta
Crio fantasias
Sou parabenizado por tal obra
Mas sinto triste

Pois é tudo
Minha obra
Fantasia

Com minha mente
Crio mundos
Sou chamado de louco
Por estar fugindo de uma realidade que não me agrada

Em meu sono
Vivo o passado
Me considero um tolo
Pois a vida não se realiza com o que ja foi realizado

Quero viver o mais rapido possivel
Mas quero viver cada segundo
Quero saber o que tudo isso significa
Mas quero ignorar a importancia de tudo
Quero morrer pra saber o que virá
Quero viver pois tenho medo do desconhecido
Quero você pois ja conheço a sua voz
Preciso conhecer outras vozes para dizer que vivi

Violino

Ouço vozes
Ouço o som de um violino
Ele agrada aos meu ouvidos
Ele dissolve meus pensamentos
E torna tudo sentimento

Canto Soluços
Procurando soluções
Canto promessas e partituras
Transbordando emoções

Uma silhueta
Em posição de batalha
Um músico em batalha
Recebendo aplausos de uma plateia
Completamente impressionada
Com o som de um violino

Sua silhueta
Pautas passaram por meus olhos
Fui jogado em um universo musical
E você era cada nota daquele violino

Um violino tão pequeno
Tão sensivel
Tão forte e agradável

Ao som de seu violino
Derreto por você
Ao tom de cada nota
Desmancho-me de prazer

Foi bom te conhecer

Desolado

Como é bela
A vista daqui de cima deste penhasco
O ar limpo
O chão parece tão longe
É assim que me sinto
Quando me sinto desolado

Acho belo
Acho forte
Acho glória

Acho morte

Acho em você o que falta em mim
Mas não sei o que me falta
Se soubesse
Procuraria em outra pessoa
Mas só você é que me faz ficar assim

Acho belo
Acho forte
Acho glória

Acho morte

Achei-me morto
Sob uma pilha de cadernos
Procurando agendas
Pra encontrar teu número

Achei-me morto
Em uma escada colossal
Subindo lenta e teimosamenta
A procura de um EU imortal
Que aguetasse essa dor
De morrer sem amor
Um amor imortal
Como sempre sonhamos em amar
E pior do que tudo
Morrer sem ter a pessoa amada
Assim se tornam
As pessoas amargas

Amargando o penhasco
Tossindo o ar limpo
Procurando o chão
É assim que me sinto
Quando me sinto desolado

Congelado

Que droga
Apesar de tudo
Acho que sinto a sua falta

Falta dos beijos
Abraços
Falta do aroma
Sabor

Você é rude e insana
Você me tira do sério sempre que tenta
Você ja me fez mal no meu passado
Mas me faz mais mal quando penso no futuro
E quando você não está inclusa nele

Que droga
Pensei que era tão independente
Pensei que ligaria pra mil e uma pessoas
Marcaria encontros
Ligaria pra você
E diria que estou em outra

Mas você me congelou
Num mundo nefasto
De fantasias
Onde você é a protagonista
E meu coração
O berço de toda essa loucura

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Estou Cansado

Ah
Estou cansado

Declamo versos de amizade
Você interpreta sedução

Eu canto mera coincidencias
Você me diz ser perseguição

Jogo palavras simples, gentis
Você me diz que sou meloso

Ah
Estou cansado
Cansado de ser mal interpretado

E quem tento seduzir
Se diz minha melhor amiga
Se diz minha irmã do coração
Me faz sentir-me ao chão

À quem digo que é amor
Diz que confundo meus sentimentos
Diz entender minha confusão

Ah
Estou cansado
Cansado de ser gentil e mal amado
Cansado de ser um bom rapaz
Cansado de ser um mero amigo
Que sempre por ti
É deixado para tráz
primeira | <> | última

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Passos Longos

Passos longos, rápidos
Estou com pressa, ancioso
Suando frio, gelado
Estou com fome de ti

A cada minuto, desesperadamente sinto sua falta
A cada intervalo do dia, parece que se passam dias

Mas porque tanto sentimento por um alguém sem sentimento
Mas porque tanto amor por alguem que não quer amar

Sorri para mim quando precisa
Só liga pra mim quando quer
Corro por ti
A passos longos
Mesmo com toda a minha inflexibilidade...por amor

Mas amo você
Do jeito que é
Me rejeitando
Me usando
Me seduzindo apenas para seu bem querer

É assim que à conheço
É assim que à amo...me apaixono

Você é abusada
Me abusa
E eu respondo
-Sim...deixa comigo

Eu gosto...reclamo...mas gosto
De ti...
Dessa sua mania de querer mandar
Dessa minha mania de te obedecer

Mas quando deixo de ligar
Mas quando digo não à você
Você questiona
Você reclama

Você me ama

Choroso e Pomposo

Soam cordas de um violão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão

A cada colcheia
Sentia uma pontada
Sentia uma facada em meu coração

Aquela escala tinha seu nome
Os intervalos eram sonoros
Nos instantes de silencio entendia o recado
Que aquele violão não seria mais usado

Tambores tocavam em tom de trítonos
Tremores tenores de tons demorados
Deixando tomarem-nos dentro de tudo
Tocando devaneios terriveis
Dixando a tristeza tomar-lhe
Tirando a demora de bonitos acordes

Soam as cordas de um violão
Choroso e pomposo
Variando entre a alegria e a desilusão

Cai

Cai das nuvens
De cara no chão
Sem colchão
Ferrei o naris
Sangrava

Cai da cama
Você me empurrou
Ferrei a coluna...doeu
Mas você me puxou de volta
Me abraçou...beijou meu pescoço
E disse que não se deixa uma dama sozinha na cama

Cai em mim mesmo
Que caio demais
Caio sozinho
Tropeço em meu próprio tornozelo
Tropeço na barra de minha calça
Tropeço em meus próprios medos e desesperos

Cai das nuves porque sonhei acordado
Cai da cama porque senti medo de estar ao teu lado
Cai do penhasco quando entendi o que senti por você
Cai na solidão quando você me disse que não me amava
E que era só um...um de cada noite

domingo, 5 de julho de 2009

72º Concurso de Poesia PORIBIDO PROIBIR.

Ae pessoal...Estou aqui para anunciar que ganhei o 72º Concurso de Poesia da Comunidade PROIBIDO PROIBIR do orkut!

Ele já foi postado aqui, mas estou postando novamente para que não precisem ficar procurando.
Ai está!

Mortes de um Aprendis




Eu só não paro de voar
Pois tenho medo da aterrissagem
Da experiência
Que nunca vivi

Eu só não paro de chorar
Pois não conheço a tranquilidade
Pois tenho sonhos de amizade
Confundida no amor

Eu só não paro de sonhar
Pois tenho medo de acordar
Me deparar com outro mundo
E descobrir um novo eu

Eu só não abro meu coração
Pois não conheço a solidão
Pois quem ama se sente só
Só por não estar perto de quem se ama

Eu só não ligo para você
Pois tenho medo de sua voz
As vezes seca, as vezes fraca
Quando fala comigo com tom cansado

Eu só não acabo comigo mesmo
Pois tenho medo do que virá
Pois tenho medo do que serei
Pois tenho medo de ficar longe de meus medos

Eu sei que assim não vivo vida
Eu sei que a vida não se vive assim
Eu sei que vivo serei feliz
Mas vivo mortes de um aprendis

Que apenas começou a viver.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sonatas ao Luar

Achei
Uma verdade em suas mentiras
Um passa-tempo em seus afazeres

Você gosta de amar
Mesmo não amando
A quem a acompanha

Você o ama de amor passageiro
Você o quer no surto de querer
Mas espera que um dia o amor piloto a alcance
E que a leve a um universo de belas canções
De lindas sonatas ao luar

Sonatas ao luar
Um piano toca
Oitavas se desmancham a cada período
Os intervalos são chorosos
A cada tríade encontro a razão de te amar

Você me amou
Daquele jeito
Passageiro

Sou o passageiro que vai e vem
Que volta a tomar o mesmo rumo
Sem rumo

Sou um velho amigo
Um velho passageiro
Que toca as mesmas Sonatas ao Luar.