sábado, 11 de julho de 2009

Caldeirão

Ouço um sino
O badalar de um momento
O badalar do coração
Que se quebra congelado
Frio, no relento

Sem dono, sem rumo
O coração de uma criança
Que chora por seus pais
Queria uma vida mansa

Sem sorte, cem trotes
Telefonemas enganosos
Estou eperando sinais de vida
De alguém que não me quer vivo

Disparate
Como pode você deixar de me ligar
Depois do tempo e do badalar
De nossos corações, sempre à borbulhar
Como um caldeirão de paradoxos

O caldeirão hoje é gélido
A minha sopa ja está fria
Você esfriou meu coração
E hoje como memórias
E solidão

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