quinta-feira, 16 de julho de 2009

Relógio

A lua brilha com um sorrizo sarcastico
Cada minuto é uma eterna espera
O sono vem
E quando me deito meus pensamentos me acordam

Não durma a dias, não durmo a horas
Meu relogio é um sino a badalar
O tic-tac mais parece uma furadeira
Que não para de machucar minha alma

Sinto as feridas sicatrizarem durante o dia
E serem abertas a luz das estrelas
Elas penetram em minha carne com delicadeza
E explodem dentro de minhas veias

A brisa leve que toca o meu rosto
São calafrios de uma noite de inverno
A cada tic-tac do relógio
O despertar de uma nova ideia
Que me impede de sonhar novamente

Não sei mais o que é sonhar
Acordo de segundo em segundo
Só há tempo de chorar
Pois o relógio continua a badalar

Sempre que olho o ponteiro não se move
Ouço seu som, mas não se move
Passam-se horas e o ponteiro não se move
Eu não me movo diante deste desespero

Quando a lua decidi dormir
O sol nasce e me diz para deitar
É só com ele que agora vou sonhar
Pois a lua me traiu
Ela me fez chorar
Em meus próprios sonhos.

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