sábado, 2 de maio de 2009

Improviso

Descobri que meu maior erro foi ter medo de errar
Tenho apenas dezesseis
Quem pode me jugar
Se acerto sou melhor?
Se erro sou criança?
E quem disse que é ruim ser criança?

O único que me julga sou eu
Exijo de mim coisas desnecessárias
Coloco-me sobre uma pressão inexistente
Sinto-me enforcado por minhas proprias mãos.

Não conheço a liberdade de forma literal
Vivemos fazendo escolhas que nem sabemos direito seus sentidos
Tentamos imaginar consequências para nossos atos
Mas cada ação traz uma reação, de acordo com o acaso.

Você pensa no que sente por mim
Você pensa no que sentiu por ele
Imagina quais serão as consequências dessa escolha
E se baseia no passado
Passado esse em que nao estive presente
E ele esteve contigo
Mas esse tempo não tem volta
O futuro é a sua arte
Sem planejamento ou dedução
É tudo um grande improviso
Um grande espetáculo de Jazz
Onde você é o solista principal
Dita o tom, dita o ritmo
E com delicadeza ou ferocidade
Realiza seu solo

É tudo um grande improviso
Não se preocupe em tocar um Sí bemol na escala de Dó
As escolhas devem ser como a música
Objetivas, determinadas
Mas principalmente livres
E como a música, interagindo com sua sensibilidade
Sem a preocupação de escorregar os dedos pelas escalas

E no dia que me livrar do meu "Eu Juiz"
Me tornarei uma criança na frente de um piano
Que bate nas teclas sem o medo de não agradar.

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