segunda-feira, 11 de maio de 2009

Os Monstros de Estimação

Entalado
Entupido
Estúpido
Estrondoso
Enjaulado
Emotivo
Esquisito
Embutido
Embaraçado
Esquisofrenico

Quero abrir a torneira de meu coração
Quero que caiam cachoeiras de lágrimas e razão
Quero esvaziar a represa que me afoga os órgãos

Quero sair do buraco que pulei acidentalmete
Estou tentando escalá-lo, mas é parede de limo
Úmida, viscosa e gelada
Me lembram algumas palavras

Ein
Zwei
Drei
Vier
Fünf
Sechs
Sieben
Acht
Neun
Zen

Conto até dez sem que muitos que entendam
Em mim escondo monstros
Bizarros
Alados
Malvados
Amantes
Amados
Amores passados
Peregrinos
Galanteadores
Bobocas
Bonzinhos 
Bêbados

Em mim vivem fadas
Bruxas más
Duendes verdes
Bonecos de madeira
Elefantes orelhudos
Gênios 

As vezes sinto como se dentro de mim também existisse a Garganta do Diabo
O Monte Everest


Mas o que mais quero encontrar dentro de mim
A Luz do fim do Túnel
Aquela luz que sinaliza o fim do caminho na escuridão.

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