Tenho asas de gelo feitas no inverno
Pesadas, inutilizáveis.
Tenho sonhos amargos como um café velho
Tenho blusas de lã mas continuo com frio
Nos pensamentos sombrios afastados da luz
Abraçando passados
Porta retratos
Velhos poemas
Atrasado no tempo
Sussurrando conversas e velhas piadas
Lhe contando histórias que ja ouvistes
Provocando resmungos de uma alma aloprada
Que tanto sente a falta da viva vida que vivia.
Assoprando os lençóis
Provocando movimentos
Algum sinal de vida
Do que se foi com o tempo
Chamando por nomes que não são presentes
Procurando pessoas que estão dormentes
Solitário
Obcecado em mudar o curso do relógio
Amanhã não existe
Só o ontem importa
A prova de minha vida
Está sobre a estante
Acumulando pó
Decompondo-se com o tempo
Assim como eu.
Um comentário:
Não existe ninguem igual a você.
Deus quis você unico .
Amei sua poesia....tbem é parte de mim .
Estou me olhando no espelho .
beijos Christina
Postar um comentário