sábado, 16 de maio de 2009

Asas de Gelo

Tenho asas de gelo feitas no inverno
Pesadas, inutilizáveis.
Tenho sonhos amargos como um café velho
Tenho blusas de lã mas continuo com frio
Nos pensamentos sombrios afastados da luz

Abraçando passados
Porta retratos
Velhos poemas
Atrasado no tempo

Sussurrando conversas e velhas piadas
Lhe contando histórias que ja ouvistes
Provocando resmungos de uma alma aloprada
Que tanto sente a falta da viva vida que vivia.

Assoprando os lençóis
Provocando movimentos
Algum sinal de vida
Do que se foi com o tempo

Chamando por nomes que não são presentes
Procurando pessoas que estão dormentes
Solitário
Obcecado em mudar o curso do relógio

Amanhã não existe
Só o ontem importa
A prova de minha vida
Está sobre a estante
Acumulando pó
Decompondo-se com o tempo
Assim como eu.

Um comentário:

Unknown disse...

Não existe ninguem igual a você.
Deus quis você unico .

Amei sua poesia....tbem é parte de mim .
Estou me olhando no espelho .

beijos Christina