Olho-me no espelho e vejo...alguém
Um vampiro
-Mas vampiros não tem reflexo!
Oras...
Vejo um vampiro no espelho
Dou a volta neste espelho
Conto passos
Tento olhar-me novamente
E com arrepios
Observo alguém desconhecido
Neste espelho de duas faces
Dormem sonhos conturbados
Mistérios inacabaveis
De uma vida sem reflexo
Neste espelho de duas faces
Conto rosas cheias de espinhos
Perfurando-me...pouco a pouco
Chegando a carne...sangrando
Suas pétalas me sufocam...fico sem ar
Tudo começa a escurecer...pouco a pouco
E finalmente
Depois das dores naturais
Consigo me ver no espelho
Consigo indentificar o pobre espirito que ali aparece
Sem corpo...sem vida.
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