domingo, 23 de agosto de 2009

Nó Cego

Com o passar das horas
Sinto as rugas se formarem
Os amores se curarem
Minhas vidas se passarem

Diante de mim um filme de sabe-se lá quantos anos
Por hora, meia hora
Ainda é cedo pra cochilar

Meus laços e sentimentos
São sempre nós cegos
Frouxos e firmes
Um pouco desnorteados
Simplesmente bagunçados
Eu sempre complico minhas relações

E quando eu devo simplismente dar-lhe a mãe
Lhe abraço de peito aberto
Certo
De que seria minha

Ainda é o começo do filme

Mas por hora, meia hora
Quero ver esse longa
Longa Longa Metragem
Com metros de meus nós cegos

Luz, Câmera e Ação.

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